sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Clube das Esposas Obedientes

"Coisas simples como as pessoas se beijam. Honestamente, os malaios não sabem beijar." - Hajiera Hartley, Membro do Clube das Esposas Obedientes

Em Resumo

Nascido na Malásia, em 2011, o clube das esposas obedientes é uma pequena sub-seita da fé islâmica que acredita que uma boa esposa dá a submissão sexual total ao seu marido e, como tal, irá assegurar a sua fidelidade e lealdade ao longo do casamento. Até ao momento, o grupo conta com mais de 3.000 membros em pouco menos de uma dúzia de países, principalmente islâmicos em todo o mundo. O clube publicou dois manuais de sexo (ambos proibidos pelo governo da Malásia) e ainda tem a sua própria página no Facebook (embora não tenha sido atualizada há algum tempo). A sua missão declarada é promover casamentos duradouros através de formação adequada de mulheres no seu papel de amantes e parceiras para seus maridos, citando a vertiginosa taxa de divórcio da Malásia como a razão para a formação do clube.

A História Completa

Fundada por alguns funcionários da Global Ikhwan Cafe na capital da Malásia, Kuala Lumpur, e liderada pelo clube organizador Azlina Jamaluddin, o grupo tem gerado muita controvérsia no mundo muçulmano, desde a sua criação. O seu ensino básico é que os homens precisam ser completamente satisfeitos sexualmente pelas esposas, a fim de permanecerem fiéis e sustentarem a família. O grupo ultra-religioso cita um versículo do Alcorão como uma indicação da inspiração e da missão: 

Versículo 4: 34 - "Os homens são os líderes das mulheres, porque Deus fez um deles para se sobressair sobre o outro e porque os homens gastam para apoiá-las a partir dos seus meios."

O grupo tem gerado tanta controvérsia, não só pelos seus ensinamentos, mas também porque muitos dos seus membros fundadores pertenciam a uma sub-seita islâmica chamada de seita al-Arqam, que foi proibida pelas autoridades religiosas da Malásia devido aos seus pontos de vista extremos. O grupo afirma que não tem laços restantes para a sub-seita e que é uma entidade completamente separada, apesar das suas raízes. Acrescente a isso a publicação de um manual de sexo, simplesmente intitulado "Sexo Islâmico" (um livro de 115 páginas detalhando o papel sexual da mulher no casamento) e pode-se ver porque a controvérsia se justifica.

Para ser justo, um desdobramento do clube, conhecido como O Clube dos Maridos Fiéis, também existe. Este clube promove a fidelidade e o dever entre maridos muçulmanos e também dá diretrizes rígidas para as "regras do casamento." Esta é a chamada "segunda fase" do Clube das Esposas, que visa trazer os ensinamentos islâmicos aos chefes de família.

O Clube das Esposas continua a publicar literatura sobre o casamento e o sexo. Também continua a expandir-se, ramificando-se em alguns países europeus. Muitos grupos de direitos humanos e feministas pediram a abolição do grupo, mas isso agora parece improvável porque a bola já começou a rolar.

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