quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

As Bactérias Subterrâneas Sobreviverão Toda a Vida na Terra

"Crianças! Trazer o Armageddon pode ser perigoso. Não tentem isso na sua própria casa." - Neil Gaiman e Terry Pratchett

Em Resumo

Ao longo dos próximos bilhões de anos, o Sol vai queimar cada vez mais quente. Quando as temperaturas na Terra começarem a ficar quentinhas, extinções em massa irão ocorrer, começando com os animais maiores a trabalhar no seu caminho até ao nível microscópico até que a superfície do planeta não seja nada mais do que um terreno baldio de ostras grelhadas. A última vida na Terra continuará a existir em algumas colónias de bactérias extremamente duráveis que vivem no subsolo.

A História Completa

Acredite ou não, a humanidade não vai durar para sempre, pelo menos não neste planeta. Acredita-se que o nosso Sol é de cerca de 4,5 bilhões de anos, cerca de metade da sua vida útil. Agora é o ponto em que ele cria um ambiente perfeito na Terra para a vida. Em cerca de um bilhão de anos, porém, tudo vai mudar. 

Quando uma estrela como o nosso Sol atinge uma certa idade, começa a correr do hidrogénio para uso como combustível. No processo de criação de energia, em que o hidrogénio se funde em hélio, fica preso no núcleo do Sol. Como as fontes de hidrogénio diminuem, em cerca de 1,2 bilhões anos, o Sol entra numa crise de meia-idade. O hélio condensado fica muito pesado para o Sol conter e começa o lento processo de entrar em colapso sob o seu próprio peso. Quando isso acontece, os balões vão para fora do espaço e há o envio de bolas maciças de gás chamadas nebulosas planetárias em chamas.

E isso é uma má notícia para nós.

Quando o calor dessas lavagens nebulosas planetárias chega ao nosso planeta, as temperaturas começam a subir em todo o globo. Em torno do equador, as temperaturas assumem o pico acima de 100°C (212°F), fazendo com que os oceanos e águas de superfície evaporem. Tudo vai morrer e o planeta será reduzido para um tostado e latente terreno baldio. Eventualmente, o sol irá lançar quase toda a sua energia para o espaço, destruindo os planetas e deixando uma bola de átomos de carbono esmagados sob a sua gravidade, a própria anã branca.

Com isso em mente, um grupo de pesquisadores da Universidade de St. Andrews, na Escócia, montou um modelo para ver como as formas de vida do planeta iriam lidar com todo esse tumulto. Os resultados foram tão sombrios quanto se poderia esperar.

Quando toda a água começa a evaporar, satura a atmosfera e leva a focos de calor intenso que pimentam do globo. Estas áreas seriam as primeiras a ir. Logo depois, os níveis de oxigénio que cairiam, iriam cuidar de todos os animais que já não tivessem sucumbido ao calor, e tudo, até à mais ínfima minhoca, essencialmente, asfixiaria. Tudo isto aconteceria ao longo de cerca de um ano.

Neste ponto, as plantas e vegetação começariam a morrer. Os micróbios e bactérias, especialmente aqueles que vivem de animais, iriam realmente passar por um boom populacional enorme devido ao súbito aumento da disponibilidade de alimento. Mas, uma vez que os alimentos se esgotassem, a sua queda aconteceria em menos tempo do que qualquer outra coisa. Eles estariam mortos dentro de dias.

E depois de toda a vida na superfície morrer ea vida subterrânea perto da superfície seguisse, a única coisa viva restante no planeta seriam aglomerados de bactérias extremófilas a milhas subterrâneas. Elas poderiam viabilizar e continuar a viver por milhares de anos após as queimaduras do mundo. Adaptadas a ambientes hostis e atmosferas venenosas, seriam capazes de sobreviver sem água ou oxigénio, de forma, não só duradoura, mas também próspera no calor intenso da nossa morte do sol, como os últimos reis da Terra.

Sem comentários:

Enviar um comentário