terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O Estranho Segredo de uma Revolução Bem-Sucedida

"Uma revolução sem dança é uma revolução que não vale a pena." - V, V de Vingança (2005)

Em Resumo

Tente imaginar uma revolução bem-sucedida. O que vê? O mais provável é a enorme população a tomar conta das ruas, fuzis AK-47 na mão, para entregar alguns toscos, justiça vigilante. Mas a realidade é muito diferente. De acordo com pesquisas recentes, um protesto pacífico por um mero 3,5 por cento da população é suficiente para derrubar qualquer governo.

A História Completa

Em janeiro de 2011, seis jovens estudantes organizaram um protesto pacífico contra o regime de Assad, na Síria. Cem pessoas apareceram. Quando a polícia invadiu o local com violência, outros manifestantes anti-Assad decidiram responder na mesma moeda. O que se seguiu foi uma guerra civil longa e sangrenta que continua a matar milhares de pessoas inocentes todos os dias. Mas e se os protestos tivessem ficado calmos? E se o país tivesse respondido à provocação ao dar a outra face? De acordo com as últimas pesquisas em revoluções, Assad podia ter acabado agora.


Pode parecer loucura, mas é verdade. O cientista político Erica Chenoweth analisou os dados do ano passado e descobriu que as revoluções não-violentas têm uma taxa de sucesso muito maior do que as suas homólogas violentas. Especificamente, os dados mais recentes (2000-2006) mostram que as revoluções pacíficas têm uma taxa de sucesso de mais de 50 por cento. As violentas, por contraste, conseguiram pouco mais de 20 por cento. E a diferença é cada vez mais acentuada.

Mas isso não é tudo o que encontrou. Os seus dados também mostram como poucas pessoas são realmente necessárias para derrubar qualquer governo. Ao contrário do que os 5 por cento da população previamente aceites, verifica-se que só se precisa de um mero 3,5 por cento de todos os cidadãos a bordo para se livrar de um líder tirânico. E as implicações vão além do mero livrar o mundo de déspotas.

Claro, tudo isso ignora as realidades dolorosas de se viver num estado onde o governo vai arbitrariamente matá-lo por falar fora de hora. Mas isso não levanta possibilidades interessantes para o futuro do ativismo político que são impossíveis de ignorar.

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