segunda-feira, 9 de novembro de 2015

10 Figuras Históricas Que Eram Dependentes de Ópio

O ópio tem influenciado a humanidade durante séculos. Desde que foi usado pela primeira vez há milhares de anos, tem fascinado a humanidade com os seus efeitos poderosos e viciantes. Muitas grandes pessoas foram tentadas pela droga. Alguns dos grandes nomes da história podem mesmo ter sido influenciadas por ela. Aqui estão algumas figuras históricas influentes que eram dependentes de ópio.

10- Aaron Burr 


Aaron Burr é uma das mais famosas figuras históricas da América. Um homem de grande peso político durante a maior parte da sua vida; teve uma carreira brilhante até uma questão de honra mudar para sempre a sua vida. É mais lembrado hoje pelo seu famoso duelo com o ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton, que terminou com a morte de Hamilton. Apesar das acusações contra Burr terem sido retiradas, ele foi sempre visto como um homem marcado nos EUA. 

Em 1808, Burr vendeu a sua casa em Nova Iorque e foi para Inglaterra, onde era mais bem-vindo. Durante os seus quatro anos lá, Burr manteve um diário explícito em que falava das suas relações com prostitutas, das suas várias doenças e dos medicamentos que usava para curá-las. Enquanto visitava os seus parentes na Grã-Bretanha, começou a usar cada vez mais ópio. Apropriadamente, a nobreza escocesa, que acolheu Burr com os braços abertos, foi um dos principais aproveitadores do comércio de ópio.

O diário de Burr fala da sua dependência. Uma passagem fala da sua dor de dentes em que escreveu: "Pensei no meu velho remédio, cânfora e ópio. Da próxima vez tomarei ópio novamente, desta vez para a insónia". "Tive uma noite mais desconfortável. Engoli ópio suficiente para adoecer." Os jornais passaram a falar do uso do ópio para dores de cabeça, náuseas e ainda mais para as dores de dentes.

9- Marcus Aurelius 


Marcus Aurelius foi um dos grandes imperadores de Roma. Hoje, é mais famoso pelo seu livro Meditações, que inspirou muitos dos líderes de hoje. Muitas pessoas ainda lhe atribuem a filosofia estóica. Como imperador de Roma, Aurelius tentou evitar envolvimentos emocionais para que pudesse efetivamente servir como líder, por isso é uma surpresa para muitos que Aurelius possa ter sido viciado numa droga exótica que, na época, estava disponível apenas para as pessoas muito ricas. O ópio.

Marcus Aurelius nunca foi um homem fisicamente forte. No entanto, sendo imperador de Roma, esperava-se que liderasse o seu exército. Por causa da sua fragilidade, sofreu muitas vezes de várias doenças e o frio incomodava-o muito. Ele mal podia comer durante o dia e chegou mesmo a ser dito que só comia à noite e comia muito pouco. Para combater a sua doença, o médico de Aurelius, Galen, prescreveu-lhe um medicamento chamado teriaga. Aparentemente funcionou, porque Aurelius conseguiu suportar os rigores da guerra como resultado.

Claro que o fármaco que foi recebido por Aurelius era o ópio. De acordo com os registos por Galen, Aurelius não poderia tomar a droga durante o dia porque fazia com que ficasse muito sonolento, mas ele tomava-o todas as noites, porque não conseguia dormir sem ele. Ele não parece ter sido irremediavelmente viciado em ópio, uma vez que conseguiu escrever Meditações durante esse tempo. Ele provavelmente só usava a droga como auxiliar de analgésico para dormir.

8- Thomas Jefferson 


Qualquer bom estudante da história norte-americana reconhecerá Thomas Jefferson. Foi um dos fundadores, escreveu a Declaração da Independência e foi o terceiro presidente. A sua ilustre carreira certamente fez de Jefferson uma das maiores figuras da história, mas, como acontece com muitos dos grandes nomes da história, Jefferson tinha alguns hábitos pessoais interessantes. Um deles foi ser um usuário frequente de láudano, uma tintura de ópio.

Thomas Jefferson era um tanto excêntrico e muitas vezes era auto-medicado. Teve um problema de diarréia embaraçosa sobre o qual escreveu para um conhecido numa carta em 1803. Essa pessoa recomendou o láudano para Jefferson controlar o seu problema. Não se sabe quando Jefferson concordou em usar ópio, mas quando começou, usou-o com entusiasmo. A droga ajudou tanto Jefferson que ele iria continuar a usar a droga regularmente até à sua morte em 1826. Jefferson recusou o ópio no seu leito de morte, no entanto, dizendo ao seu médico "Nenhum remédio, nada mais." Ele morreu calmamente.

Numa das revistas medicinais de Jefferson, ele gravou a receita que lhe fora dada para fazer láudano. Jefferson tinha uma plantação de ópio branco em Monticello. As plantas continuaram a ser cultivadas até 1992, quando a gestão ficou preocupada com a legalidade de fazer isso.

7- Meriwether Lewis 


Outro dos grandes heróis da América, Meriwether Lewis, era um gigante na história da exploração. Depois de Thomas Jefferson comprar o território da Louisiana em 1803, o que dobrou o tamanho dos EUA, encarregou Meriwether Lewis e William Clark para explorar e mapear as novas terras. Era para ser uma árdua jornada que levaria Lewis e Clark para o noroeste do Pacífico. Enquanto muitos vêem Lewis como um pioneiro, alguns sugerem agora que era atormentado pelo uso de ópio.

Lewis era fã das pílulas de ópio. Ao que parece, Lewis carregava uma grande quantidade da droga com ele, o suficiente para tomar, de acordo com a sua própria estimativa, uma grama por dia. Uma grama de ópio é uma surpreendentemente grande quantidade que, combinada com o alcoolismo de Lewis, deve ter sido extremamente potente. Ele tomava três comprimidos à noite para dormir e dois de manhã.

Lewis era conhecido por sofrer de depressão, de modo que o ópio e o álcool podem ter aumentado a sua miséria. Este em sido sugerido como um possível fator da sua morte. Lewis morreu de repente em 1809 a partir de circunstâncias desconhecidas que variam de suicídio ao assassinato.

6- Samuel Johnson 


Samuel Johnson é um dos homens mais importantes da história inglesa. Johnson efetivamente estabeleceu o idioma inglês que temos hoje, escrevendo um Dicionário da Língua Inglesa. Tem sido mais descrito como a biografia mais importante na história inglesa, com A Vida de Samuel Johnson. Apesar da maioria das pessoas não se lembrar dele hoje, sem a contribuição de Johnson para o idioma inglês, o mundo seria muito diferente.

Johnson, um dos homens mais cultos da sua época, era interessado por medicina. Na época, a medicina era perigosamente não regulamentada, de modo que Johnson poderia fazer o que quisesse. Era conhecido por fazer amizade com médicos e usar-se como paciente. Johnson tinha uma variedade de doenças físicas e tiques, então usava também sugestões de outros médicos para se tratar a si mesmo.

De acordo com um amigo de Johnson, ele usou ópio "em grandes quantidades", depois de 1765, o que teria sido nos seus meados dos anos cinquenta. Johnson tomava regularmente ópio para obter "o relaxamento da mama", como lhe chamava. A sua mistura preferida da droga era uma em que misturava marshmallow com a papoula. Esta mistura permitia-lhe tomar grandes quantidades, por vezes até três grãos (cerca de 200 miligramas) por sua própria conta. Johnson entendia que o ópio era altamente viciante e frequentemente dizia que "temia" os "horrores dos opiáceos." Apesar disso, usou a droga durante quase 30 anos até à sua morte em 1784.

5- Benjamin Franklin 


Benjamin Franklin, como Thomas Jefferson, foi um dos pais fundadores da América. As suas realizações são muitas para contar e ele esteve envolvido em quase todos os aspetos da vida americana, ao publicar a política de assuntos civis. Era um homem do mundo que queria aumentar o seu conhecimento com cada experiência, mas como qualquer outra pessoa, começou a crescer menos energizado à medida que envelhecia. Nos seus últimos anos, Franklin tonou-se cada vez menos visível e mais viciado com a medicação que lhe era dada para tratar as suas doenças.

Franklin, de fato, sofreu muitas doenças dolorosas na sua velhice. Teve gota nos seus pés, uma condição que fez com que lhe fosse muito difícil andar. Também tinha pedras renais graves, o que só piorou o seu estado de saúde. Para tratar isso, os médicos de Franklin recomendaram o láudano em 1782. Isso pareceu aliviar a sua dor e permitiu-lhe funcionar e socializar com os seus muitos amigos.

Infelizmente, o láudano só piorou a sua condição a longo prazo. Em 1790, Franklin escreveu numa carta que o uso do láudano lhe havia tirado o apetite e que "Pouco resta de mim, sou apenas um esqueleto coberto de uma pele." Ele estava a trabalhar nas suas memórias, mas o láudano fez com que ficasse tão desfocado e cansado que temia que nunca ficassem concluídas. Ele morreu mais tarde naquele ano, nunca tendo parado de tomar a droga.

4- William Wilberforce 


Hoje, William Wilberforce é uma das figuras dominantes da história britânica. Através dos seus esforços, a Inglaterra acabou por banir a escravidão. Embora esse ato nobre seja provavelmente a realização mais memorável de Wilberforce, ele tinha uma vida pessoal que combinava com a sua reputação política. Wilberforce era um homem de Deus, que muitas vezes disse que as orações eram o que tinha obitdo ao longo do dia.

Wilberforce sofreu de perturbações gástricas graves durante a maior parte da sua vida. Sendo um dos principais membros do Parlamento, Wilberforce não podia permitir que a sua doença impedisse o seu trabalho, então perguntou aos seus médicos por algum tipo de solução. Foi-lhe dado o ópio, que era conhecido por ser altamente viciante. Esse fato não impediu Wilberforce de tomar a droga e Isaac Milner, um amigo dele, escreveu: "No entanto, não tenhais medo do hábito de tal medicamento, o hábito de coragem é infinitamente pior."

Wilberforce usou o ópio durante 45 anos até à sua morte. Alegou que a droga não tinha muito efeito na sua mente, tinha até menos do que o vinho. Recomendou a droga a muitos dos seus amigos, apesar do conhecimento de que a droga era perigosamente viciante.

3- Mary Todd Lincoln 


Mary Todd Lincoln era a esposa do presidente Abraham Lincoln, que é amplamente considerado como um dos maiores presidentes da história dos EUA. Ela foi primeira-dama durante a Guerra Civil, o que exigiu muito da sua mente, uma mente que já era atormentada pela depressão e pela ansiedade. Como muitos da sua época, Mary usou o ópio para lidar com os seus problemas.

Mary Todd Lincoln sofreu de enxaquecas dolorosas durante a maior parte da sua vida. Juntamente com copiosas quantidades de vinho, Mary usava paregórico, um tipo de produto de ópio, para encontrar alívio. Uma empregada dela, Mariah Vance, observou o pesado uso de Mary de paregórico e viu que a tornava violenta e difícil de se lidar. Vance pediu a Mary que impedisse o uso da droga, à qual Mary ripostou: "Se o paregórico fosse veneno, a família Todd estaria morta há anos atrás. Alguns nunca nasceriam. Nós fomos criados nele." Mary também usou o láudano para as suas dores de cabeça e para ajudar com o parto, que foi difícil.

Depois de Abraham Lincoln ser assassinado, o uso de ópio de Mary alcançou alturas novas e mais perigosas. Ela parecia oscilar entre a sanidade e a loucura e chegou a misturar vários produtos de ópio. A sua família ainda tentou interná-la, mas isso não a impediu. Ela era conhecida por comprar garrafas de láudano, bebê-las inteiramente na rua e depois voltar para outra garrafa.

2- Frederic Chopin 


Frederic Chopin foi um dos grandes compositores da história. Chopin escreveu algumas das músicas mais belas de que já ouvimos falar e os seus Nocturnes são reproduzidos amplamente por grandes músicos do mundo. Ele é universalmente admirado e elogiado pelo seu génio, mas Chopin, como muitos outros artistas, sofria de doenças e sofrimento mental. A sua vida foi de altos e baixos (na sua maioria baixos), que eventualmente o levaram numa idade jovem. Enquanto viveu, tomou ópio, uma droga que supostamente ajudava a reduzir os seus sintomas.

Os pesquisadores ainda tentam adivinhar qual era a doença de que Chopin sofria. Ele sofria de uma grande variedade de sintomas, tanto físicos como mentais, incluindo alucinações, depressão, tosse graves e enxaquecas. Havia muito pouco conhecimento médico sobre tais sintomas naquela época, por isso os médicos não puderam fazer mais do que tratar os sintomas. Sabe-se que foram dadas a Chopin gotas de ópio misturadas com açúcar para ajudar a sua tosse grave.

Alguns médicos sugeriram que Chopin tinha epilepsia do lobo temporal. Isso, juntamente com o uso de ópio, só iria exasperar a sua depressão e alucinações, alimentando as suas composições, que têm sido descritas como um sonho e um assombro. De acordo com a sua amante, George Sands (o pseudónimo masculino da autora feminina Armantine Dupin), Chopin uma vez teve uma visão terrível que lhe descreveu: "Os fantasmas chamaram-no, abraçaram-no... e ele afastou os seus rostos esqueléticos para longe da sua [cara] e lutou sob as mãos geladas."

A medida em que Chopin usava o ópio é desconhecida, mas conhecendo a natureza da droga, pode sugerir-se que a usava com frequência. Nunca saberemos se o uso de ópio de Chopin, a epilepsia, ou alguma outra condição desconhecida, causou as suas alucinações. Chopin acabou por morrer em 1849 com a idade de 39, devido à sua doença, pondo fim a uma vida de sofrimento.

1- Horatio Nelson 


O Senhor Horatio Nelson é considerado um dos heróis nacionais da Inglaterra. Amplamente celebrado como uma das maiores mentes militares de todos os tempos, Lord Nelson é conhecido por ter derrotado muitas vezes a marinha de Napoleão muitas vezes durante as Guerras Napoleónicas. Era um líder corajoso e ousado que eventualmente foi ferido e morreu na Batalha de Trafalgar, uma batalha decisiva que desferiu um golpe esmagador para os exércitos de Napoleão. No entanto, Senhor Nelson não era imune à doença. Na verdade, sofreu a tal ponto que tomou ópio, pois só assim poderia levar as suas tropas.

Nelson sempre foi uma criança frágil, mas estava determinado a juntar-se à marinha da rainha. Ir para o clima tropical das Índias Orientais quase o matou, então permaneceu no teatro europeu durante a maior parte da sua carreira naval. Também era conhecido por ser irritável, temperamental e melancólico. As lesões das batalhas, deixavam-no cheio de dores frequentemente. Acabou por perder o seu braço direito e ficou cego de um olho. Como não conseguia dormir à noite, começou a tomar láudano.

Apesar da sua dor sem escalas, Nelson continuou a liderar as suas tropas com a ajuda de uma dose diária de láudano depois das suas feridas estarem tratadas. Poderia aparentemente permanecer consciente durante tudo isso. Estava febril e mal podia mover-se, mas lutou contra Napoleão, o seu amargo inimigo. Eventualmente, através de muita adversidade, Nelson conseguiu derrotar Napoleão em Trafalgar. Morreu logo depois em 1805.

Sem comentários:

Enviar um comentário