domingo, 7 de fevereiro de 2016

10 Razões Bizarras Apresentadas Para Justificar Assassinatos

Todos os anos, milhares de assassinatos ocorrem em todo o mundo. As pessoas muitas vezes são brutalmente massacradas publicamente. A maioria destes incidentes ocorre em países onde os autores podem agir com impunidade. As razões apresentadas para justificar estes crimes são bizarras e sem sentido.

10- Queria Ser Advogada


Shafilea Ahmed era uma rapariga de 17 anos que vivia na Grã-Bretanha e sonhava tornar-se uma advogada um dia. No dia do seu assassinato, enfureceu os seus pais, vestindo uma camisola muito curta e com decote.

Originários do Paquistão, os seus pais estavam furiosos com a sua filha, por ela querer viver um estilo de vida ocidentalizado e tornar-se advogada. Alguns relatos afirmam que os seus pais queriam que ela se casasse com um primo do Paquistão e que Shafilea ficou horrorizada com a ideia. Quando ela descobriu o acordo, consumiu água sanitária como protesto e foi levada a um hospital para fazer um tratamento.
Depois de abusarem de Shafilea durante meses, s seus pais sufocaram-na com um saco de plástico, na presença dos seus outros 4 filhos. Depois, o pai de Shafilea atirou o seu corpo ao rio Kent, em Cumbria.

Ela foi dada como desaparecida pelo seu professor, uma semana depois. Para explicar o seu desaparecimento, em setembro de 2003, o seu pai alegou que ela tinha fugido de casa durante da noite. 6 meses depois, os seus restos em decomposição foram encontrados por operários. Shafilea foi identificada pelos seus registos dentários e pelas suas jóias.

A sua mãe inicialmente negou o seu envolvimento no crime. Alegou que tinha tentado intervir para proteger a menina, mas que o seu marido a tinha dominado fisicamente. No entanto, o testemunho da sua filha, Alesha, incriminou ambos os pais no assassinato de Shafilea.

Durante o julgamento, Alesha descreveu como os seus pais tinham empurrado Shafilea para o sofá e que a sua mãe havia dito "Apenas acabe com ela." Em 2012, os pais, Iftikhar e Farzana Ahmed, foram condenados a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, por pelo menos 25 anos.

9- Passava Muitas Horas Fora de Casa


"Estou orgulhoso do que fiz", afirmou Muhammad Ismail, de 20 anos de idade, depois de disparar sobre a sua mulher, a sua mãe e a sua irmã, em fevereiro de 2012, numa aldeia no centro do Paquistão. De acordo com Ismail, a sua esposa de 8 meses tinha trazido desonra ao passar longas horas longe de casa e ao conversar repetidamente com outros homens. Ele chamou-lhe prostituta e acusou-a de "não cuidar dele."

Estas suspeitas e reclamações foram a base do triplo assassinato. Numa entrevista à CNN, quando já estava preso, Ismail falou de quando feriu a sua esposa com uma bala. Deixou-a numa poça de sangue, foi à sala, atirou na sua mãe e na sua irmã e voltou para acabar com a sua esposa, com as restantes balas.

Quando teve a certeza de que estavam todas mortas, trancou a casa e foi à polícia. Apesar da sua confissão, Ismail poderia ter ficado impune se a família das suas vítimas tivesse aceite uma compensação pelas mortes, uma ocorrência comum em tais situações.

Em países como o Paquistão, onde as mulheres são vistas como dispensáveis, as suas vidas valem muito pouco. Nestas sociedades, ser menos do que uma esposa dedicada e amorosa pode levar a que uma mulher seja morta e colocar em perigo as vidas dos seus parentes do sexo feminino.

8- Falhou na Escola


Em Montreal, Mohammed Shafia, a sua segunda esposa e o seu filho foram condenados pelos assassinatos de primeiro grau das três filhas adolescentes de Mohammed e da sua primeira esposa do seu casamento polígamo. O imigrante afegão Shafia e Tooba Mohammad Yahya, a sua segunda esposa, confessaram ter planeado os assassinatos e Mohammed referiu-se às suas filhas como "prostitutas".

Aparentemente, ficaram chateados por a filha mais velha querer casar com um homem que eles odiavam. A filha do meio enfureceu-os ao vestir roupas curtas e ter namorados secretos. A filha mais nova tinha falhado na escola e tentado entrar em contato com assistentes sociais para conseguir sair da sua casa perturbada. A primeira mulher de Shafia tinha apoiado as suas filhas.

Pelas chamadas "transgressões morais", as 4 mulheres tiveram que pagar com suas vidas. Os corpos das 3 filhas, Zainab, de 19 anos, Sahar, de 17 anos, Geeti, de 13 anos, e a sua mãe, Rona Mohammad Amir, foram encontrados dentro de um carro da família que tinha caído num canal em 2009.

Conversas gravadas revelaram que os assassinatos foram premeditados e cometidos a sangue frio. Seguindo as instruções do seu pai, o filho de 20 anos de idade, Hamed, usou o carro da família para ir contra o carro que transportava as 4 mulheres e empurrá-lo para dentro do canal.

Entrevistas exclusivas à CBC News revelaram que os professores das meninas tinham suspeitado que havia problemas em casa. Os parentes das mulheres também temiam pela sua segurança. Os amigos e parentes descreveram como as 3 meninas viviam com constante medo do seu pai, que era muito controlador.

Em 2012, um júri canadense condenou os 3 assassinos à prisão sem possibilidade de liberdade condicional, por 25 anos.

7- Escolheu o Homem Para Casar


Farzana Parveen, de 25 anos, estava grávida de 3 meses, quando foi espancada até à morte publicamente, perto de um tribunal, em Lahore, no Paquistão. Na presença de 20 membros da família, o seu pai, os dois irmãos e um primo, esmagaram o seu crânio com tijolos.

Com este assassinato, eles acreditavam que a honra da família tinha sido restabelecida. A mulher foi considerada culpada de se recusar a casar com um primo que a sua família tinha escolhido para ela. Em vez disso, tinha casado com um viúvo, chamado Mohammed Iqbal.

A família de Parveen acusou o seu marido de rapto. Ela ia a caminho do tribunal para declarar que tinha casado com Iqbal por sua própria vontade, quando o ataque aconteceu. Segundo o depoimento de Iqbal, a polícia do tribunal de Lahore levantou-se e viu como a mulher grávida foi impiedosamente espancada até à morte.

Iqbal implorou a sua ajuda, mas a polícia recusou-se a intervir. Quando o pai de Parveen foi preso, admitiu o assassinato e não mostrou nenhum remorso. O pai de Parveen, o seu irmão e o seu primo, foram considerados culpados de assassinato e condenados à morte. O outro irmão foi condenado a 10 anos de prisão.

Infelizmente, esta não foi a única morte relacionada a este caso. Em entrevista à CNN, o marido de Parveen, Iqbal, revelou que havia assassinado a sua primeira esposa, 6 anos antes, para que pudesse casar com Parveen. Iqbal serviu apenas um ano de prisão pelo seu crime.

6- Queria Casar Com um Homem da Mesma Subcasta


Os estudantes Nidhi Barak, de 20 anos, e Dharmender Barak, de 23 anos, pertenciam à mesma subcasta de uma aldeia no estado indiano de Haryana. Fugiram para Delhi, conscientes de que as suas famílias desaprovavam o seu relacionamento. Em 2013, foram atraídos de volta à sua aldeia, pela família da rapariga, com a promessa de uma cerimónia de casamento após o seu regresso.

Mas o que os cumprimentou foi uma casa de horrores. De acordo com os relatórios da polícia, o casal foi torturado durante várias horas na casa da rapariga, por membros da sua família. Depois disso, a rapariga foi espancada até à morte, em plena vista do público. De acordo com um relatório de notícia, as mãos e as pernas do rapaz foram cortadas, antes dele ser decapitado. O seu corpo foi abandonado perto da sua casa, numa praça pública da aldeia.

Quando estes eventos ocorreram, os moradores assistiram em silêncio, porque os assassinatos foram considerados um assunto de família, para restaurar a sua honra. Quando o tio de Nidhi foi questionado sobre o incidente brutal, respondeu com raiva, afirmando que eles tinham que "dar o exemplo".

O casal não deveria casar-se, porque pertenciam à mesmo subcasta. Tal casamento é considerado incestuoso nas partes de Haryana, mesmo que o homem e a mulher não estejam realmente relacionados. Ninguém na aldeia condenou os assassinatos. Na verdade, as pessoas das aldeias vizinhas aprovaram o duplo assassinato.

Alertados por um morador, a polícia surpreendeu a família da rapariga a cremar o corpo dela. Os pais e o tio da rapariga foram presos.

5- Dançar à Chuva


Em 2013, duas irmãs adolescentes e a sua mãe foram mortas a tiros, num ataque premeditado orquestrado pelo seu meio-irmão, em Chilas, Paquistão. Num vídeo que circulou na região, Noor Basra, de 15 anos, e Noor Sheza, de 16 anos, foram vistas a dançar à chuva. Elas estavam vestidas com trajes tradicionais e cobertas de lenços verdes e roxos.

Gravado 6 meses antes, o vídeo foi divulgado através de telemóveis, quando um parente o enviou aos seus amigos. De acordo com as informações da imprensa, o vídeo causou indignação na cidade conservadora.

Khutore, o meio-irmão das irmãs adolescentes, de 22 anos, planeou os assassinatos com 4 amigos, para restaurar a honra da sua família. Com máscaras que cobriam os seus rostos, os 5 homens invadiram a casa do pai das raparigas, o polícia aposentado, Rehmat Nabi, e abriram fogo contra as suas filhas e contra a sua esposa.

Khutore conseguiu fugir, mas os seus 4 amigos foram presos e confessaram o crime.

4- Cancelou o Casamento


Gul Wazir, um motorista de táxis de Birmingham, e a sua mulher, Begum, ouviram o pedido da sua filha pacientemente. Citando barreiras culturais e linguísticas, ela expressou o seu desejo de cancelar o seu casamento com um primo do Paquistão, a quem ela estava prometida. Os seus pais concordaram.

Com a filha de 28 anos de idade, Mehboob Alam, os pais decidiram viajar para Salehana, uma pequena aldeia no noroeste do Paquistão, que é conhecida pelo seu alto número de migrantes da Grã-Bretanha. Gul queria conhecer o seu irmão, Noor, para explicar a razão de querer cancelar o casamento da sua filha com o filho dele.

O assunto foi discutido com os anciãos da aldeia e foi decidido a favor de Gul. Como compensação por desistir do casamento, concordaram em pagar £ 18.800.

No entanto, numa manhã despreocupada, quando Gul e Begum estavam a conversar tranquilamente ao pequeno-almoço, 3 homens invadiram a sua casa no Paquistão e atiraram neles. Ao ouvir os tiros, Mehboob subiu apressadamente as escadas e encontrou os seus pais mortos.

De acordo com os moradores, o primo abandonado estava furioso com Gul e com a sua esposa por concordarem em desistir do casamento. Ele acreditava que seria desonrado se a sua ex-noiva se casasse com outra pessoa.

Gul foi descrito por um amigo da família como um homem pacífico que amava a sua família.

3- Queria Casar Com um Homem de Uma Seita Islâmica Diferente


Tulay Goren, uma rapariga de 15 anos de idade, de ascendência turca, desapareceu da sua casa, em Londres, em 1999. Antes do seu desaparecimento, Tulay mantinha um relacionamento com Halil Unal, um homem com quase o dobro da sua idade, que era um muçulmano sunita.

O pai muçulmano xiita de Tulay, Mehmet Goren, reprovava o relacionamento, principalmente porque Unal pertencia a uma seita islâmica diferente e era muito mais velho do que Tulay. Nas semanas antes do seu desaparecimento, Tulay fugiu duas vezes, mas foi sempre levada de novo a casa. Ela também procurou a ajuda da polícia.

Mesmo assim, desapareceu em janeiro de 1999. Apesar de Mehmet ser preso imediatamente após o desaparecimento de Tulay, foi libertado por falta de provas. 10 anos mais tarde, a mãe de Tulay, Hanim, decidiu romper o seu silêncio.

No seu depoimento, Hanim descreveu como encontrou a filha deitada no chão do seu quarto. As mãos e os pés de Tulay tinham sido amarrados e ela apresentava sinais de tortura. Hanim tentou desatar a sua filha, mas Mehmet apareceu e ordenou que ela saísse.

Quando Tulay desapareceu, Mehmet disse à esposa que a menina tinha fugido. Mas Hanim não acreditou nele. Ela reparou que algumas facas e sacos de lixo estavam em falta na cozinha e que o quintal havia sido cavado recentemente. Ela também se apercebeu de um corte na palma da mão do seu marido, que ele não conseguia explicar.

A polícia acredita que o corpo de Tulay foi enterrado temporariamente no jardim, mas os seus restos mortais nunca foram recuperados. Tulay tem sido descrita como uma rapariga "mal-humorada", que muitas vezes entrava em conflito com o pai, que era muito dominador.

Em 2009, Mehmet Goren foi considerado culpado do assassinato da sua filha e condenado a servir um mínimo de 22 anos de prisão.

2- Beijou um Homem na Rua


Banaz Mahmod era uma mulher curda de 20 anos de idade, do Iraque, que havia escapado de um casamento arranjado, em que era abusada fisicamente e sexualmente. Mas a sua família considerava que a sua decisão era vergonhosa. Depois de deixar o marido, Banaz conheceu e apaixonou-se por Rahmat Sulemani, de 29 anos, um homem que pertencia a um clã curdo diferente.

Um dia, quando Banaz estava com ele numa rua de Londres, alguns homens viram-nos juntos, seguiram-nos e fotografaram-nos a beijarem-se. Para a sua família, essa foi a gota de água.

O pai de Banaz, Mahmod, e o seu tio, Ari, concordaram que a rapariga tinha trazido grande vergonha para a família e deveria morrer para restaurar a sua honra. O pai e o tio de Banaz tentaram matá-la na casa da sua avó na véspera de Ano Novo, em 2006. Mas Banaz partiu uma janela e fugiu.

No hospital, registou os seus temores acerca do vídeo, que mais tarde foi usado como prova contra os seus assassinos. O namorado de Banaz também foi ameaçado e quase raptado, mas os seus amigos intervieram e estragaram o plano.

Em janeiro de 2006, a família de Banaz saiu, deixando-a sozinha em casa. Quando voltaram no dia seguinte, ela tinha-se ido embora. Em nome do seu pai e do seu tio, os seus primos, Mohammed Saleh Ali e Omar Hussain, e um terceiro homem, Mohammad Hama, violaram-na, torturaram-na e assassinaram-na brutalmente.

Numa carta de quando estava preso, Hama descreveu como pontapeou o seu pescoço para "obter a sua alma." A narrativa estava cheia de piadas e gargalhadas e descrevia os atos sexualmente abusivos que fizeram Banaz sofrer durante mais de duas horas.

3 meses depois, o seu corpo decomposto seminu foi encontrado enterrado num buraco. O cadarço com o qual tinha sido estrangulada ainda estava em torno do seu pescoço. O tio e o pai de Banaz foram considerados culpados de ordenar o assassinato. Foram-lhes atribuídas penas mínimas de prisão de 23 anos e 20 anos.

Os dois primos que assassinaram Banaz fugiram para o Iraque, mas foram posteriormente extraditados para o Reino Unido. Ali e Hussain receberam penas mínimas de prisão de 22 e 21 anos. A Hama foi dado um prazo mínimo de prisão de 17 anos.

Um documentário sobre a vida de Banaz Mahmod, intitulado Banaz: Uma História de Amor, foi premiado com um Emmy em 2013.

1- Casou Com um Homem de Uma Casta Diferente


Bhawna Yadav, uma estudante universitária de 21 anos de idade, do estado indiano de Rajasthan, apaixonou-se por Abhishek Seth, de 24 anos de idade, um homem de uma casta e de estado diferente. Quando Bhawna informou os seus pais acerca do seu relacionamento com Abhishek, eles opuseram-se.

Os pais de Bhawna tinham-lhe arranjado um casamento com um homem da sua casta e região, um homem que ela não via desde que tinha 6 anos de idade. O noivado era suposto ter lugar em Novembro de 2014.

10 dias antes do noivado, Bhawna e Abhishek casaram-se secretamente num templo sem informarem os seus pais, na esperança de que a sua família acabasse por aceitar a união. Depois de darem a notícia aos pais de Bhawna, o seu pai queria que mantivessem segredo até que um casamento com uma cerimónia formal fosse organizado. Caso contrário, o prestígio local da sua família seria destruído.

Os recém-casados consentiram e Bhawna foi com os seus pais para a sua casa em New Delhi. Durante os dois dias seguintes, ela foi torturada pelos seus pais. Escapou a 14 de novembro e contou tudo a Abhishek. Logo depois, os pais de Bhawna apareceram na casa dos recém-casados, desculparam-se e levaram-na novamente.

Desta vez, estrangularam-na. Levaram o seu corpo para a sua vila em Rajasthan e cremaram-na calmamente. Abhishek, sem saber nada de Bhawna, ficou preocupado e foi até à delegacia de polícia apresentar um caso de rapto contra os seus pais.

A polícia chamou os pais de Bhawna para um interrogatório. No início, alegaram que ela tinha morrido de uma picada de cobra, mas finalmente confessaram o assassinato da sua filha.

De acordo com Abhishek, Bhawna era uma rapariga com sonhos. Embora os seus pais quisessem que ela casasse depois da escola, ela queria ir para a faculdade e vestir jeans. "Ela era uma lutadora", disse Abhishek à BBC numa entrevista. "Eu gostaria que ela voltasse."

2 comentários:

  1. Diogo ...
    São dez razões cruéis que não justifica ceifar a vida de ninguém. Como você mesmo disse, são justificativas simplesmente bizarras e atrozes.Triste ver como o ser humanos arranja desculpas para praticar o mal.
    Um ótimo domingo.
    Abraços sempre...
    Luandabela.

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    1. Nada justifica roubar a vida a alguém; muito menos estas desculpas apresentadas. São pessoas tristes e perdidas, que procuram desculpas para um ato que não tem desculpa possível. Obrigada pelo seu comentário.

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