segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Fotógrafo Que Conseguia Prever as Cenas de Crime Com um Tabuleiro Ouija

 

Em Resumo

Fotógrafo dos tablóides, de 1930 a 1950, em Nova Iorque, Arthur Fellig intitulava-se de "O Famoso Weegee", devido à sua capacidade de prever os locais das cenas de crime, com um tabuleiro Ouija. Weegee correu muitas vezes para as cena de um crime antes da polícia, tirou fotografias e revelou as imagens. Na maior parte das vezes, Weegee não desperdiçava o seu tempo com pessoas anónimas, porque acreditava que são "os nomes que fazem as notícias." Ele fotografou muitos assuntos importantes para a sociedade. Weegee é descrito num artigo do New York Times como um "Herói do Povo."


A História Completa

Fotógrafo dos tablóides, de 1930 a 1950, em Nova Iorque, Arthur Fellig intitulava-se de "O Famoso Weegee", devido à sua capacidade de prever os locais das cenas de crime, com um tabuleiro Ouija. Weegee correu muitas vezes para as cena de um crime antes da polícia, tirou fotografias e revelou as imagens.

Mas, a verdade é que ele não possuia nenhuma habilidade psíquica, poderes especiais ou uma visão talentosa para fazer as suas previsões. Weegee tinha um rádio da polícia no seu carro, juntamente com uma máquina de escrever e o seu equipamento fotográfico. Ele conduzia durante a noite, à procura de fotograr algum crimes, porque os "melhores" crimes tendem a ocorrer após o anoitecer. 

Diferentemente da maioria dos fotógrafos do seu tempo, Weegee era um contador de histórias que procurava as emoções espontâneas da vida, a reação de uma mulher e da sua filha a olhar com um horror sem esperança para as chamas que consumiam um edifício, por exemplo. Mas Weegee também era um homem que tentava ganhar dinheiro através da exploração da dor, da vergonha e da vulnerabilidade das pessoas. Às 05:00, num domingo, Weegee fotografou um bêbado, que tinha desmaiado debaixo da copa de uma casa funerária. Weegee nomeou a fotografia de "Completamente Bêbado".

Uma vez, encurralou uma ladra de jóias numa cela, na sede da polícia de Manhattan. Ela tentou cobrir o rosto, porque não queria que os seus amigos e parentes vissem a sua fotografia no jornal. Mas Weegee não queria perder a oportunidade de fotografá-la. Ele argumentou com ela, finalmente, convencendo-a de que seria melhor deixá-lo tirar uma fotografia com classe, do que aparecer uma fotografia qualquer.

Na maior parte das vezes, Weegee não desperdiçava o seu tempo com pessoas anónimas, porque acreditava que são "os nomes que fazem as notícias." Ele fotografou muitos assuntos importantes para a sociedade. Weegee é descrito num artigo do New York Times como um "Herói do Povo."

Pode ser considerado um fotojornalista ou um membro fundador dos paparazzi modernos, mas Weegee teve a sorte de trabalhar no momento em que trabalhou. Hoje, o fotojornalismo grave está a desaparecer. Em 2013, o Chicago Sun-Times demitiu muitos dos seus fotógrafos em tempo integral para cortar os custos.

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