terça-feira, 27 de setembro de 2016

O Misterioso Alquimista Basílio Valentim


A alquimia pode não ter a melhor reputação, mas inúmeros alquimistas fizeram contribuições inegáveis ​​para o mundo de hoje. Desenvolveram novas formas de testar e explorar o mundo, eram os conselheiros de confiança da realeza e os seus estudos deram-nos coisas como a pólvora. Mas, existiu um alquimista que, apesar da sua influência, dos seus livros e do seu trabalho, sabe-se surpreendentemente pouco sobre ele.

Nem sequer se sabe de onde ele era, o século em que viveu ou se ele era real.

Chamava-se Basilius Valentinus. Há muitos relatos da sua vida, mas a maioria deles contradizem-se. Algumas das informações mais citadas foi que teria nascido em 1394. Um monge beneditino, Valentine, é também muitas vezes mencionado como tendo pertencido ao Priorado de São Pedro, em Erfurt (perto de Strasburg, Alemanha), embora não haja provas concretas acerca disso.

Além das suas funções monásticas, também era químico e alquimista. Foi-lhe atribuído crédito por algumas das principais descobertas, incluindo a criação de ácido clorídrico.

Também descobriu como fazer brandy de cerveja e vinho, enquanto perseguia o seu objetivo final: provar que era possível alcançar um corpo humano que estaria de perfeita saúde.

Também foi incrivelmente franco na sua condenação dos médicos da sua época, afirmando que os médicos não faziam nada, apenas liam acerca dos sintomas nos livros, prescreviam o primeiro medicamento com que se deparavam (sem saberem nada sobre ele) e deixavam o resto até ao acaso.

Isso fazé um pouco irónico, dado que uma das suas principais obras, sobre o antimónio, matou muitas pessoas. Valentine escreveu que Deus tinha dado à humanidade tudo o que precisava para ser saudável e afirmou que estava tudo dentro das plantas, raízes, ervas, sementes e até dos metais que foram colocados na Terra com as pessoas. O mais importante entre eles era, como o título sugere, o antimónio.

Hoje, sabemos que o antimónio e os seus compostos são extremamente tóxicos. Mais conhecido como o metal frágil usado para misturar a maquiagem dos olhos dos antigos egípcios, o antimónio foi brevemente elogiado por Valentine como uma cura milagrosa.

Ele especificou que um certo tipo de antimónio, o que contém uma grande quantidade de ouro, era mais adequado para usos medicinais, e enumerou uma série de preparativos para isso, incluindo uma que requeria a combinação de antimónio e bórax num prato de cobre.

Valentine alegou que as várias misturas poderiam ser usadas para curar feridas, parar infeções, aliviar a inflamação, curar úlceras e até curar pragas. Mas os medicamentos de Valentine prescrevia eram mais propensos a matar do que a remediar.

Uma sugestão é que esse o nome dele não era de uma única pessoa, mas um pseudónimo que foi adotado por qualquer pessoa que quisesse escrever alguma coisa que não ficava confortável em publicar com o seu próprio nome.

Pensa-se que terá nascido em 1394, mas alguns dos seus escritos incluem referências a coisas que ele não poderia ter conhecido, como o tabaco e a nova terra que se tornaria a América. O seu nome não aparece em Roma, no Cadastro Geral dos Beneditinos, e as provas (como retratos, outros textos e até mesmo o seu laboratório) estão convenientemente ausentes, todos com várias desculpas a respeito de porque foram destruídos ou perdidos.

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