sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Top 10 Fatos Fascinantes Sobre os Neandertais

De todas as espécies de hominídeos extintos, os Neandertais são talvez os mais fascinantes e bem estudados. Há algo sobre eles que capta o nosso interesse e acende a nossa curiosidade. Nos últimos 10 anos, várias descobertas inovadoras foram realizadas sobre os nossos primos extintos que revolucionaram completamente a forma como os vemos. Os cientistas costumavam pensar que os neandertais e os humanos modernos não se cruzaram. Graças à dedicação e ao trabalho árduo de pesquisadores brilhantes, sabemos agora que as duas espécies coexistiram e que acasalaram entre si, produzindo descendência híbrida mais forte e mais inteligente.

10- Tiveram Herpes 


O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível que é causada por dois tipos de vírus: herpes simplex tipo 1 e herpes simplex tipo 2. Nos Estados Unidos, estima-se que 1 em cada 6 pessoas, entre os 14 e os 49 anos de idade, sofre desta doença sexualmente transmissível. Ao contrário da crença popular, o herpes genital não é uma doença moderna. É uma doença antiga que tem atormentado a humanidade durante milhares de anos. Uma nova pesquisa sugere que os neandertais podem ter sofrido com esta doença e que isso pode ter contribuído para a sua extinção. 

Os pesquisadores Simon Underdown e Charlotte Houldcroft, concluíram que os neandertais sofriam de herpes genital, após analisarem os genomas dos organismos patogénicos e o ADN antigo. E sugeriram que foram os seres humanos modernos que proporcionaram a terrível doença aos neandertais.

Há cerca de 100.000 anos atrás, os seres humanos e os neandertais começaram a interagir e a relacionar-se uns com os outros. Todos carregamos 2 a 5 por cento de ADN Neandertal como resultado desse cruzamento. Além do herpes genital, os pesquisadores também sugerem que os humanos modernos proporcionaram ténias e úlceras estomacais aos neandertais.

9- Os Seus Olhos Enormes Podem Ter Causado a Sua Extinção


Os neandertais tinham os olhos maiores do que os seres humanos modernos. Este fato levou Eiluned Pearce, da Universidade de Oxford, a sugerir que os olhos enormes dos neandertais pode ter causado a sua morte. Pearce acredita que os grandes olhos faziam com que uma grande parte do cérebro do Neanderthal fosse dedicada à visão e controle do corpo, deixando menos espaço do cérebro para lidar com outras funções, como as sociais.

Quando os nossos primos extintos enfrentaram grandes problemas como as alterações climáticas e a concorrência dos seus contemporâneos humanos, foram severamente prejudicados. Hipoteticamente, os neandertais possuíam a capacidade de formar círculos sociais complexos e que poderiam ter sobrevivido às catástrofes que levaram à sua extinção.

Nem todos os cientistas estão convencidos com a teoria de Pearce. Um deles é John Hawks, da Universidade de Wisconsin-Madison. Juntamente com os seus colegas, Hawks examinou 18 espécies de primatas e descobriu que "os olhos grandes indicam maiores grupos sociais." Hawks afirma que o tamanho dos olhos não tem nada a ver com a formação dos círculos sociais. Além disso, acredita que a razão pela qual os neandertais tinham olhos grandes se devia a serem um pouco maiores do que os nossos ancestrais e que os seus olhos tinham de ser proporcionais aos seus corpos.

8- Fortaleceram o Nosso Sistema Imunológico 


Em Janeiro de 2016, os pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva e do Instituto Pasteur publicaram 2 estudos independentes que mostravam que o cruzamento com os neandertais tinha reforçado o sistema imunológico dos humanos modernos. Quando os nossos ancestrais migraram da África para a Europa, não só se encontram com os neandertais, como também acasalaram com eles. Este cruzamento resultou em híbridos humanos que possuíam variações genéticas capazes de afastar a infeção de forma mais eficaz do que os seus pais.

A pesquisa também mostrou que, além dos neandertais, os seres humanos modernos também se cruzaram com os denisovans. Os denisovans são um grupo extinto de hominídeos que coexistiram com os neandertais e os humanos modernos. Infelizmente, não se sabe muito sobre eles. Os cientistas souberam da sua existência quando um osso do dedo e dois molares foram descobertos na caverna Denisova nas montanhas de Altai, do sul da Sérvia. O denisovans e os neandertais são geneticamente distintos um do outro. Os cientistas acreditam que o cruzamento com os denisovans também contribuiu para o desenvolvimento do sistema imunitário humano moderno... Mas que também tornou alguns de nós mais propensos a alergias.

7- Comiam Plantas e Tinham Dentes Melhores


Os cientistas descobrem muitas coisas sobre os neandertais, tudo graças aos seus dentes. Os especialistas costumavam pensar que os neandertais eram predominantemente carnívoros. Uma nova análise aos dentes dos nossos primos extintos mostrou que eles também eram herbívoros e que se auto-medicavam ao consumirem ervas como a camomila. A camomila é conhecida por acalmar a dor de estômago e eles também usavam outra planta para aliviar a dor de dente. Esta descoberta foi significativa porque as plantas alimentares, sem valor nutricional, sugeriu que os neandertais possuíam um conhecimento detalhado do seu ambiente e que eram mais inteligentes e engenhosos do que se pensava.

Recentemente, os pesquisadores também descobriram que os neandertais tinham dentes mais saudáveis ​​em comparação com os seus contemporâneos humanos. Um estudo mostrou que os nossos primos extintos perdiam menos dentes do que os humanos, com dietas equivalentes. Os investigadores Tim Weaver e Cassandra Gilmore da Universidade da Califórnia, compararam os dentes dos seres humanos modernos, dos neandertais e de outros primatas (por exemplo, babuínos, orangotangos e chimpanzés). Descobriram que os seres humanos modernos têm os piores dentes e que os neandertais tinham os seus dentes com muito menos cáries.

6- Sabiam Como Usar Palitos


Falando de molares e incisivos, os cientistas descobriram que os neandertais sabiam como limpar os dentes usando palitos. Esta descoberta foi feita após 13 esqueletos de Neanderthal serem descobertos na caverna El Sidron, em Espanha, e acredita-se ser de pelo menos 49.000 anos de idade. Anita Radini, uma arqueóloga da Universidade de York, no Reino Unido, e a sua equipa, examinaram os dentes desses esqueletos e descobriram vestígios de madeira de coníferas presos ao cálculo dental (placa bacteriana fossilizada) em alguns dos dentes. Isso levou-os a acreditar que os nossos primos extintos tinham usado cascas de madeira para limpar os dentes e para aliviar as dores das gengivas. Também poderia sugerir que os neandertais usavam os seus dentes como uma "terceira mão" para usarem ferramentas de madeira.

Esta descoberta recente não é surpreendente para muitos cientistas. Estudos anteriores demonstraram que os nossos primos extintos sabiam como potencializar os materiais que tinham à sua disposição, incluindo a madeira. 

5- Proporcionaram-nos Ataques Cardíacos, Dependência de Nicotina e Depressão 


A depressão, a dependência de nicotina e os ataques cardíacos são alguns dos problemas de saúde que afligem a nossa sociedade hoje. Embora estas doenças pareçam modernas, uma nova pesquisa da Universidade Vanderbilt e da Universidade de Washington sugere que essas doenças poderiam ter-se originado a partir dos neandertais. O co-autor do estudo, Joshua Akey, afirmou: "Podemos culpar os nossos ancestrais neandertais um bocadinho, mas não exageradamente, por qualquer gama de aflições que tenhamos."

Os pesquisadores Akey e John Capra decobriram isso depois de examinarem os registos médicos e os genes de 28.000 pessoas. Os registos permitiram aos cientistas determinar as condições de saúde dos indivíduos e os genes que lhes permitiram encontrar o ADN, foram herdados dos neandertais. Ficou claro que a presença de ADN neandertal tinha aumentado ligeiramente os riscos para a saúde do indivíduo.

4- Também Nos Proporcionaram a Diabetes 


O geneticista de Harvard, David Altshuler, e os seus colegas, sugeriram que os humanos modernos poderiam ter obtido as mutações da diabetes através dos neandertais. Esta descoberta foi feita vários anos após o Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária sequenciar o ADN de um fóssil de um neandertal. Os pesquisadores foram rápidos a afirmar que as suas conclusões não provavam necessariamente que os nossos primos extintos sofriam de diabetes. Significava apenas que as mutações que causam a diabetes tipo 2, especialmente entre os latinos e os asiáticos, teve origem neles.

Altshuler e os seus colegas fizeram a descoberta depois de examinarem o ADN de 8.000 residentes do México e da América Latina. As pessoas escolhidas para a pesquisa eram de ascendência indígena americana e europeia. Embora a ligação entre a diabetes moderna e os neandertais seja fascinante, os pesquisadores enfatizaram que a essência do seu trabalho é o desenvolvimento de novos tratamentos que poderiam erradicar este problema de saúde global.

3- Na Sua Maioria, Eram Destros


As pessoas destras superam vastamente as canhotas. Estima-se que 70 a 95 por cento da população da Terra é destra e os estudos mostram que os neandertais podem ter sido predominantemente destros também. Em 1957, um esqueleto neandertal chamado Regourdou foi descoberto em França. Os cientistas tinham especulado que Regourdou era destro porque o seu braço direito era mais musculoso do que o seu braço esquerdo. Naquela época, não havia nenhum método disponível para ser verificada a veracidade desaa hipótese.

Em 2012, uma equipa de pesquisadores teve uma abordagem única que resolveu esse mistério. Liderados por David Frayer da Universidade de Kansas, os cientistas conduziram uma análise complexa aos ombros e braços de Regourdou e depois conetaram os resultados com as marcas de arranhões nos dentes dos neandertais. Descobriram que Regourdou tinha mais riscos em ângulo recto em quase todos os dentes, o que indica que era, de fato, destro.

2- Enterravam os Seus Mortos


Os neandertais são frequentemente vistos como brutais, selvagens e animalescos. Mas novas descobertas mostram que eles eram mais inteligentes e sofisticados do que se pensava anteriormente. O principal autor de um estudo, William Rendu, afirmou: "Esta descoberta não só confirma a existência de sepultamentos neandertais na Europa Ocidental, como também revela uma relativamente capacidade cognitiva sofisticada para produzi-los." Também afirmou que os neandertais tinham enterrado os seus mortos muito antes da chegada dos humanos modernos à Europa.

Em 1908, vários ossos de neandertal foram descobertos em La Chapelle-aux-Saints no sudoeste da França. Os restos estavam tão bem preservados que, no momento, os cientistas especularam que fora intencionalmente enterrado. Isso transformou-se num debate acalorado de outros especialistas, que afirmaram que a descoberta tinha sido mal interpretado e que os enterros não tinham sido intencionais.

Em 1999, William Rendu e a sua equipa escavaram 7 outras cavernas em La Chapelle-aux-Saints. Descobriram os esqueletos de neandertal de 2 crianças e 1 adulto, juntamente com os restos de uma rena e um bisão. Os pesquisadores analisaram o local onde os esqueletos foram descobertos e perceberam que não era uma caraterística natural do chão da caverna, indicando que tinha sido cavada intencionalmente. Também acrescentaram que as condições indicavam que tinham sido cobertos logo após a sua morte.

1- Vão Voltar


Os neandertais foram extintos há milhares de anos, mas no futuro próximo, há uma grande possibilidade de poderem voltar e conviver com os humanos modernos. Esta ideia radical, por mais louca que possa parecer, é possível graças à clonagem. Os cientistas já têm sido bem-sucedidos em clonagem de certas espécies de animais, tais como vacas, porcos, ratos, cães e gatos. Em 2003, alcançaram um feito monumental biológico quando clonaram uma espécie extinta de cabra de montanha. Infelizmente, o clone morreu após vários minutos.

A técnica principal usada pelos cientistas na clonagem de animais é chamada de transferência nuclear e envolve a "célula intacta (fresca ou congelada)" do animal que vai ser clonado. No caso dos neandertais, não existem células intactas, pelo que seria necessário extrair a partir dos ossos de 40.000 anos de idade, que contêm fragmentos de AND suficiente para decodificar o seu genoma.

Em 2012, o geneticista de Harvard, George Church, sugeriu um método de clonagem que não envolve células intactas. No seu livro Regenesis, Church propôs o uso de células saudáveis ​​de algumas espécies estreitamente relacionadas. Para os neandertais, as células saudáveis ​​viriam dos humanos modernos. Uma vez extraído, os cientistas poderiam manipular geneticamente o ADN da célula humana para coincidir com o código do genoma dos neandertais... e a clonagem poderia ser realizada. Apesar de ressuscitar os neandertais ser possível, provavelmente não vai acontecer durante a próxima década, pelo menos. A abordagem necessária para realizar esta façanha não foi aperfeiçoada e o processo é arriscado, caro e difícil.

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