quinta-feira, 13 de outubro de 2016

10 Descobertas Fascinantes Sobre os Vikings

Descobertas arqueológicas recentes revelam que os Vikings não eram apenas ferozes guerreiros sanguinários, mas também agricultores, artesãos, marinheiros e comerciantes especializados. À medida que mais descobertas são feitas, o nosso conhecimento dos Vikings aumenta e muitos mitos que cercam este grupo fascinante de pessoas dissipam-se.

10- O Túmulo do Casal Viking Poderoso


Em 2012, os engenheiros da construção de uma estrada em Harup, Dinamarca, descobriram um edifício de madeira. Mais tarde, a descoberta foi identificada como um túmulo Viking. Também conhecido como dodehus ou casa da morte, o túmulo continha os restos de um par de arqueólogos que se acredita terem possído um estatuto social elevado na sociedade Viking.

Especialistas descobriram dois itens interessantes enterrados ao lado do casal: um grande machado de batalha e duas chaves. O machado, que foi encontrado juntamente com o homem, era considerada a "metralhadora" da era Viking. Os europeus naquela época tremiam à vista desse machado de batalha. As chaves, por outro lado, eram "um símbolo de poder [da mulher] e estatuto como uma grande dama."

Os pesquisadores também descobriram um terceiro corpo enterrado ao lado do casal. Eles supôe que o homem foi adicionado numa data posterior e que poderia ter sido o sucessor do casal.

9- As Mulheres Vikings Também Colonizaram Novas Terras


Um novo estudo que envolveu ADN Viking antigo sugere que as mulheres Viking desempenharam um papel significativo na colonização de terras no exterior. Os especialistas chegaram a essa conclusão depois de descobrirem que o ADN materno dos Vikings "é rigorosamente equivalente ao das pessoas que residem atualmente nas ilhas do Atlântico Norte", especialmente a Shetland e Orkney Islands, no Reino Unido.

Esta descoberta também desmascarou a suposição generalizada de que os vikings eram apenas saqueadores e invasores. Eram pessoas orientadas para a família, com "assentamentos estabelecidos e culturas em crescimento" e estavam envolvidos no comércio. Além disso, esta recente descoberta desafiou um estudo publicado em 2001 que sugeria que os homens Viking viajavam sozinhos e levavam mulheres cativas locais quando colonizavam os novos territórios.

8- A Fortaleza Viking 


Em 2014, uma equipa de arqueólogos descobriu uma fortaleza Viking na ilha dinamarquesa da Zelândia. Acreditam que a estrutura remonta ao século 10. Antes da descoberta desta fortaleza específica, outras três foram descobertas na Dinamarca: Aggersborg, Trelleborg e Fyrkat. Essas estruturas são conhecidas coletivamente como as fortalezas "Trelleborg".

A fortaleza recém-descoberta, que está localizada ao sul de Copenhague, é bastante grande, medindo 165 metros (476 pés) de diâmetro.

Esta descoberta mostrou que os Vikings não eram apenas uma "banda feroz de guerreiros com chapelaria original", mas também arquitetos decentes, capazes de construir fortalezas magníficas. Além disso, essa descoberta deu aos arqueólogos a oportunidade de entender melhor os conflitos e as guerras Viking.

7- O Segundo Local Viking da América do Norte


Conhecida por usar a tecnologia de satélite nas suas escavações, a "arqueóloga do espaço" Sarah Parcak, juntamente com sua a equipa, descobriu uma segunda possível colonização Viking na América do Norte. Chegaram a essa conclusão depois de encontrarem os restos de paredes de relva e de uma lareira que trabalhava o ferro no ponto Rosee em Terra Nova, Canadá.

A presença de uma lareira que trabalhava o ferro no local é uma forte evidência de um assentamento Viking, uma vez que usavam pregos de ferro para construirem os seus navios. Eliminaram a possibilidade de o local pertencer aos nativos americanos ou aos pescadores bascos. Além disso, depois de fazerem testes de radiocarbono, Parcak e a sua equipa foram capazes de datar o local de 800 a 1300 a.C., o mesmo tempo em que os Vikings estavam no auge.

Esta descoberta é monumental, já que pode potencialmente destronar Christopher Columbus como o descobridor do Novo Mundo.

6- O Tesouro Viking 


Em setembro de 2014, de deteção de metal entusiasta de Derek McLennan descobriu um dos maiores achados do tesouro Viking na Escócia. O achado, que consistia em mais de 100 artefatos preciosos, incluindo jóias de ouro sólido, foi descoberto numa igreja da terra.

Stuart Campbell, da unidade de tesouros da Escócia, considerou esta descoberta historicamente significativa, uma vez que pode potencialmente alterar a forma como Scots vê "a sua relação histórica com os Vikings." Ao contrário da crença popular, os Vikings não realizaram somente incursões na Escócia. Também se estabeleceram e comercializaram em algumas partes do país, incluindo a área onde o tesouro foi descoberto.

5- As Mudanças Climáticas Não Mataram o Assentamento Viking na Groenlândia


Durante anos, tem sido amplamente aceite dentro da comunidade científica que as alterações climáticas mataram o assentamento Viking na Groenlândia. Especificamente, presume-se que os Vikings da Groenlândia morreram dentro de um período de agravamento do clima, conhecido como a Pequena Idade do Gelo dos 200 anos. No entanto, um novo estudo sugere que isso pode não ser verdade.

É verdade que os Vikings experimentaram "anos de invernos e verões duros e frios" e que foram retirados das suas terras na Europa devido à falta de madeira para a construção de navios e que foram deixados inteiramente por conta própria quando os comerciantes escandinavos pararam de passar pela Gronelândia, mas estes desafios "não os derrubaram." Eram bons a adaptar-se e foram capazes de sobreviver à mudança climática e aos seus efeitos devastadores durante séculos.

Então, porque é que desaparecem? Os especialistas ainda não sabem, mas uma coisa é certa: a mudança climática foi eliminada da lista.

4- O Parlamento Viking


Durante anos, a localização exata de um Parlamento Viking em Dingwall, Escócia, iludiu os arqueólogos e os historiadores. Somente em 2013 foi finalmente localizado. Depois de escavarem durante mais de um ano, os arqueólogos alcançaram o jackpot; desenterraram os restos do Parlamento Viking perdido num estacionamento conhecido como o parque de estacionamento Cromartie Memorial.

O parlamento Viking foi construído sobre as instruções de um poderoso Conde Viking chamado Thorfinn, o Poderoso. Thorfinn também encomendou a construção de uma vala, um aqueduto e uma estrada.

Esta descoberta provocou entusiasmo entre os historiadores no Reino Unido, uma vez que poderia "ajudá-los a aprender mais sobre os nórdicos Vikings, que lutaram pelo controle de terras em todo o norte da Escócia."

3- O Crucifixo Viking Mais Velho da Dinamarca


Em 2016, um entusiasta de metal chamado Dennis Fabricius Holm descobriu o que os especialistas apelidaram de "mais antigo crucifixo Viking da Dinamarca." O pingente, que foi encontrado na ilha dinamarquesa de Fune, mede 4,06 centímetros (1,6 polegadas) de altura e pesa 12,76 gramas (0,45 oz).

Os arqueólogos estimam que o raro crucifixo Viking remonta à metade dos 900, tornando-o muito mais velho do que a "Pedra Runic de Harald Bluetooth em Jelling." Esta descoberta sugeriu que os Vikings se converteram ao cristianismo muito mais cedo do que se pensava.

2- O Martelo de Thor


Desde o primeiro milénio, mais de 1.000 pingentes em forma de martelo foram descobertos no norte da Europa. Durante anos, os especialistas têm debatido sobre o verdadeiro significado desses amuletos. Recentemente, o mistério foi finalmente resolvido; os pingentes representam Mjolnir, poderoso martelo de Thor.

Esta descoberta foi feita quando uma equipa de pesquisadores dinamarqueses descobriram um amuleto Viking do século 10, na ilha de Lolland, na Dinamarca. Este amuleto particular era o único com uma inscrição rúnica. As palavras "Hmar x" estavam inscritas no pendente, e quando foram traduzidas, significavam "Isto é um martelo."

Baseando-se nessa descoberta, os pesquisadores concluíram que os pingentes em forma de martelo encontrados em toda a Europa do Norte eram mini-martelos de Thor e que os Vikings os usavam como proteção.

1- A Inscrição "Por Allah"


No final de 1800, uma equipa de arqueólogos desenterrou um anel com uma pedra colorida rosa-violeta em Birka, na Suécia. Durante a era Viking, Birka era um importante centro comercial. O objeto misterioso foi descoberto dentro de um caixão de madeira retangular que continha os restos de uma mulher Viking. Curiosamente, o anel continha uma inscrição em árabe.

Sendo o único anel com uma inscrição em árabe já descoberta na Escandinávia, o objeto despertou o interesse de uma equipa internacional de pesquisadores. Analisaram o anel e em 2015 anunciaram que a inscrição significava "Por Alá" ou "A Deus."

Os pesquisadores sugeriram que a mulher que usava o anel poderia ter vindo do mundo islâmico ou que "um Viking sueco lhe vendeu através do comércio ou que o roubou ao visitar o Califado Islâmico." Independentemente de como o anel foi parar a Birka, essa descoberta monumental provou que os Vikings escandinavos tiveram contato com os reinos islâmicos.

Sem comentários:

Enviar um comentário