sábado, 29 de outubro de 2016

10 Pessoas Que Arriscaram a Vida Para Salvar os Inimigos na Segunda Guerra Mundial

Quando pensamos nos vilões da história, a Segunda Guerra Mundial fornece uma dicotomia útil. Mas, apesar de pessoas terríveis, os membros do exército eram apenas seres humanos, que sentiam medo, que lutavam na guerra e faziam o seu melhor para sobreviverem. Alguns desses homens salvaram a vida dos soldados inimigos que estavam em apuros.

10- O Esquadrão Nazista Lutou Para Proteger a China Contra os Japoneses


Antes do início da guerra, a China contratou soldados alemães para treinar os seus homens. Quando o Japão invadiu em 1937, alguns desses instrutores alemães foram presos dentro da China.

Sem ordem de Hitler, os homens concordaram que "não poderiam deixar os chineses entregues ao destino." A Divisão Alemã 88 protegeu a China e lutou ferozmente contra as tropas japonesas.

Quando os japoneses chegaram a Nanjing, o governo chinês ordenou que os alemães fossem para casa, acreditando que não tinham hipóteses de defendê-la. Mesmo assim, alguns membros da Divisão 88 permaneceram, fazendo o seu melhor para salvar os chineses.

A maioria dos alemães que lutaram em Nanjing morreram na batalha. De acordo com algumas histórias, porém, alguns alemães sobreviveu, fugiu para o deserto, e passou o resto da guerra lutando ao lado de guerrilheiros chineses.

9- Um Oficial Alemão Morreu ao Tentar Resgatar um Americano Ferido


O Tenente Friedrich Lengfeld era um oficial alemão que conduzia um grupo de atiradores contra a invasão das tropas dos Estados Unidos da América. Estava na sua posição na borda de um campo minado, a desafiar os americanos a lutar, quando ouviu alguém a gritar por socorro.

Ferido num campo de minas, um soldado dos EUA gritava repetidamente: "Ajude-me!" Com pena dele, Lengfeld ordenou aos seus homens para não atirarem quando os americanos foram resgatá-lo.

Passaram-se horas, porém, e nenhum soldado dos EUA foi corajoso o suficiente para correr em auxílido do seu amigo. Finalmente, Lengfeld organizou uma equipa de resgate e foi ao campo minado salvar o soldado.

Tragicamente, Lengfeld pisou numa mina terrestre coberta e morreu. Também não há indicação de que o americano sobreviveu. Ainda assim, Lengfeld morreu a fazer algo que poucos teriam coragem de fazer recebeu uma placa em homenagem a ele, do exército dos EUA.

8- A Princesa Romena Que Protegeu 1.000 Aliados Que Estavam a Bombardear o Seu País


Durante a Segunda Guerra Mundial, a Roménia aliou-se aos nazistas. A Princesa Catherine Caradja, porém, não ficou feliz com isso. Tinha passado a infância na Inglaterra e não confiava nas ideias de Hitler.

Quando os aviões começaram a bombardear os campos de petróleo no seu país, Caradja protegeu cada tripulante aliado que sobreviveu. Enviou-os a hospitais, onde foram tratados como convidados e lhes foi dado o melhor tratamento médico.

Uma vez que os homens recuperaram, Caradja ajudou-os a fugir para Itália, que já havia sido libertada. Até ao final da guerra, salvou a vida de mais de 1.000 homens.

7- O Oficial Japonês Que Devolveu o Anel de Formatura a um Jogador


Antes de se juntar ao exército, Mario "Motts" Tonelli esteve na NFL. Também tinha jogado para Notre Dame. Depois de se alistar, porém, foi capturado por soldados japoneses e forçado a marchar 100 km (60 milhas) em direção a um campo de prisioneiros com 70.000 outros prisioneiros.

Os guardas japoneses confiscaram cada item que estava na posse dos prisioneiros, mas Motts não queria desistir do seu anel de formatura de ouro. Um guarda ameaçou Motts com uma baioneta, antes dele o entregar.

Então, algo inesperado aconteceu. Um oficial japonês voltou com o anel de Motts na mão. O oficial havia estudado nos Estados Unidos e visto Motts jogar. "Eras um inferno de jogador", disse ele, entregando o anel de volta ao seu prisioneiro. "Boa sorte."

Motts foi para um campo de prisioneiros e sofreu terrivelmente de malária, disenteria e escorbuto.
Mas ele teve seu anel .

6- Um Piloto Alemão Escoltou um Avião Americano


A Tenente Franz Stigler, um dos melhores pilotos da Alemanha, foi ordenado que abatesse um bombardeiro B-17, a última missão que precisava de cumprir para ganhar mais medalhas de bravura da Alemanha. Mas ele não o fez.

Quando se aproximou do avião, percebeu que ele estava a voar excecionalmente perto do chão. A traseira fora crivada de buracos de balas e viu que os homens que estavam lá dentro estavam feridos e em pânico. Abatê-los não seria uma operação militar. Seria assassinato.

Voando ao lado das asas do bombardeiro, Stigler fez sinal ao piloto e guiou-os por todo o caminho através do Mar do Norte, onde podiam voar para a segurança. Certificando-se que os artilheiros alemães não derrubavam o avião americano, Stigler salvou as vidas dos homens.

5- Os Alemães Combateram Com os Aliados Para Defender um Castelo Austríaco


O Castelo Itter, um castelo medieval na Áustria, foi usado para prender VIPs franceses como prisioneiros. Perto do fim da guerra, no entanto, foi-se tornando mais difícil prendê-los e os oficiais alemães ficaram assustados. Quando os alemães descobriram, tentaram tomar o castelo de volta. Mas os prisioneiros franceses não iriam desistir tão facilmente.

Fizeram amigos com Kurt-Siegfried Schrader, um oficial da SS. Com a sua ajuda, levaram as armas deixadas para trás, enviaram um olheiro para pedir ajuda e prepararam-se para a batalha. Rapidamente, uma pequena tropa de 15 soldados americanos e 3 membros da Resistência Austríaca juntaram-se a eles.

Com o tempo, a palavra da sua luta chegou a um batalhão dos EUA que correu e salvou o dia.

4- Os Pilotos Britânicos Ficaram Com os Alemães Abatidos


Um trio de aviões britânicos realizou um ataque a um avião alemão e fê-lo colidir com uma montanha norueguesa, a milhas da civilização. No caminho de volta, um dos motores dos aviões britânicos falhou. O Capitão Partridge e o seu operador de rádio, o Tenente Bostock, tiveram que fazer um pouso de emergência.

Partridge e Bostock fizeram o seu caminho através da neve pesada e esconderam-se na cabana de um caçador e encontraram os sobreviventes do avião alemão na neve. Fingiram que não eram os homens que haviam abatido o avião e convidaram os alemães a usar a cabana.

Depois de partilharem o pequeno-almoço na cabana, Partridge e um alemão chamado Strunk foram procurar ajuda. Infelizmente, um homem norueguês da cidade atirou em Strunk no local. Mas o resto da sua tripulação sobreviveu.

3- Um General Alemão Recusou-se a Matar Prisioneiros de Guerra Judeus


Erwin Rommel, um dos generais de maior sucesso de Hitler, passou a maior parte do combate na guerra de África. Lá, arriscou a sua própria vida de uma forma que era rara na época. Quando capturou os soldados, no entanto, ignorou as ordens da sede para executar todos os prisioneiros de guerra judeus.

Até ao momento em que voltou para a Europa, estava preocupado com os movimentos de Hitler e reuniu-se com conspiradores para retirar Hitler do poder. A trama de Rommel nunca aconteceu. Foi apanhado pelo Reich, que chegou a sua casa e deu-lhe uma cápsula de cianeto e uma escolha: matar-se com honra, ou ser enforcado por traição.

Rommel visitou a sua família próxima, pela última vez, despediu-se e engoliu a cápsula. Em seguida, entrou num carro do exército e afastou-se, esperando que o veneno fizesse o seu trabalho.

2- Um Oficial Nazista Ajudou um Músico Judeu a Sobreviver à Guerra


Wilhelm Hosenfeld, um oficial nazista de Varsóvia, observou o Holocausto diante dos seus olhos. A experiência perturbou-o profundamente e passou o seu tempo a escrever em diários sobre o abuso terrível que viu ser infligido aos judeus e aos poloneses.

Quando a guerra estava a chegar ao fim, começou a fazer algo acerca isso. Primeiro, ajudou um fugitivo judeu chamado Leon Quente, dando-lhe uma falsa identidade e um emprego. E depois ajudou um músico chamado Wladyslaw Szpilman, dando-lhe comida e suprimentos para ajudá-lo a sobreviver.

Quando a guerra terminou, Hosenfeld foi feito prisioneiro pelos soviéticos por crimes de guerra. Os homens que salvou tentaram uma petição para a sua libertação, mas foram ignorados. Hosenfeld morreu num campo de prisioneiros russo, sofrendo uma série de derrames.

1- Um Menino Japonês Foi Salvo Por um Prisioneiro de Guerra


Capturado por soldados japoneses, Carl Ruse foi atirado para o trabalho forçado no campo de prisioneiros Yokkaichi-Ishihara Sangyo. Sofreu de fome, enquanto trabalhava duro e pesava uns meros 36 quilos.

Fumio Nishiwaki, um menino de 14 anos que trabalha na fábrica, viu Ruse e teve pena dele. Sempre que Nishiwaki tinha oportunidade, levava restos de alimentos a Carl, dando-lhe sustento para permanecer vivo até ao fim da guerra.

Carl manteve a imagem do menino quando deixou a prisão e até ao dia em que morreu. De acordo com a sua família, o menino lembrava-lhe que havia algo de bom no mundo. O ato de bondade de Nishiwaki foi a única coisa que manteve Carl são após os horrores da guerra.

Sem comentários:

Enviar um comentário