sexta-feira, 11 de novembro de 2016

10 Descobertas Arqueológicas Consistentes com Passagens Bíblicas

Algumas abordagens à arqueologia bíblica podem ser controversas: em vez de analisar materialmente a evidência de forma objetiva, muitos arqueólogos envolvidos nesse campo foram acusados ​​de "forçar" evidências para se ajustarem a noções predeterminadas derivadas de um desejo de "confirmar" a veracidade da Bíblia. Os arqueólogos não podem "provar" que a Bíblia é "verdadeira"; tudo o que podem fazer é descobrir e interpretar os materiais o melhor que conseguirem. E muitas das descobertas que fazem parecem ser consistentes com os relatos bíblicos.

10- O Dilúvio Bíblico


Muitos estudiosos têm argumentado que a fonte da história da inundação bíblica foi provavelmente uma grande e destrutiva inundação que afetou a região da Mesopotâmia. Se assim for, então as proporções de tal enchente foram reforçadas pela imaginação dos autores da história.

Durante a temporada 1928-1929, numa escavação no sul da Mesopotâmia (o atual Iraque), o arqueólogo britânico Leonard Woolley descobriu 3 metros de sedimentos por via aquática, na antiga cidade de Ur. Woolley interpretou isso como evidência do dilúvio bíblico. A camada foi datada de 4000 a 3500 a.C. Evidências semelhantes foram encontradas em muitos outros locais na região, mas nem todas são consistentes com as datas da camada encontrada por Woolley.

As inundações na bacia do rio Mesopotâmico eram um fenómeno frequente. Embora não haja evidências arqueológicas a favor de uma inundação de proporções planetárias, há um apoio geral para a catástrofe de uma inundação (ou várias) na Mesopotâmia, no início da história. Estas inundações poderiam muito bem ser a inspiração para as muitas histórias de inundação da tradição mesopotâmica e também para a inundação bíblica.

9- A Genealogia de Abraão


A história de Abraão começa com ele e a sua família a viver na cidade mesopotâmica de Ur, onde começa a sua jornada para o Canaã. Na segunda metade de Génesis 11, temos um relato detalhado da árvore genealógica de Abraão, que menciona dezenas de nomes. Durante as escavações em Mari, uma cidade antiga sobre o rio Eufrates, na atual Síria, um palácio real impressionante foi descoberto, que rendeu milhares de tabletes com inscrições que antes eram parte de um orgulhoso acervo real.

As estimativas modernas sobre a cronologia de Abraão caem em algum lugar entre 2000 e 1500 a.C.: O arquivo encontrado em Mari estava em uso em algum lugar entre 2300 a 1760 a.C., e os nomes mostram que os nomes da genealogia de Abraão estavam em uso nessa área durante esse tempo. Esta descoberta não confirma a veracidade da árvore genealógica de Abraão, mas sugere que a história pode não ter sido uma criação puramente fitícia.

8- A Criada de Abraão


Génesis 16 afirma que a esposa de Abraão, Sarai, não podia ter filhos. Ela concordou que Abraão tivesse uma segunda esposa para gerar um filho: a sua criada egípcia chamada Agar. Essa prática é atestada em muitos textos encontrados pelos arqueólogos. Os textos de Alalakh (século XVIII a.C.) e até mesmo o Código de Hammurabi concordam que adquirir um filho dessa forma era um costume aceite.

As Nuzi Tablets são um grupo de textos particularmente relevantes para esse episódio. Datado da segunda metade do século XV a.C., foram recuperados de um local antigo de Hurrian no atual Iraque. Esses textos mencionam que uma mulher estéril poderia aceitar que uma escrava fosse a segunda esposa do marido, com o objetivo de gerar um filho. Nos tempos antigos, a infertilidade era quase sempre atribuída a mulheres estéreis; as fontes antigas raramente culpam o homem quando se trata dessa questão.

7- A Cidade de Sodoma


Génesis 19 descreve a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra como resultado do comportamento desviante e dos pecados dos seus habitantes. Um grupo de arqueólogos acredita que descobriu as ruínas da antiga cidade de Sodoma, localizada em Tall el Hammam, a leste do rio Jordão. As datas do local são consistentes com o período histórico da Bíblia. A cidade é estimada ter sido ocupada entre 3500 e 1540 a.C.

O local é consideravelmente maior em comparação a outros da região. A sua localização não é a única razão pela qual parece ser a antiga cidade de Sodoma. Os arqueólogos acreditam que a cidade foi abandonada repentinamente no final da Idade do Bronze, o que « encaixa na imagem bíblica de Sodoma ser subitamente destruída.

6- Os Amuletos de Ketef Hinnom


O local Ketef Hinnom é composto por uma série de câmaras de enterros de pedra, localizadas a sudoeste da Cidade Velha de Jerusalém, na estrada de Belém. Em 1979, os arqueólogos fizeram uma descoberta importante: duas placas de prata enroladas juntamente com o texto escrito sobre elas em hebraico velho. Acredita-se que esses itens tenham sido usados ​​como amuletos e que sejam datados do século VII a.C.

Os textos desses amuletos são uma passagem da Bíblia hebraica. É uma passagem importante do Livro dos Números, conhecido como a Bênção Sacerdotal:

O SENHOR te abençoe e te guarde; O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; O Senhor volte a sua face para vós e vos dê a paz.

As inscrições nas Amuletos Ketef Hinnom, agora expostas no Museu de Israel, são consideradas o mais antigo texto bíblico já descoberto.

5- A Inscrição Deir 'Alla 


Durante o Éxodo, os israelitas passaram pela Península do Sinai para a Transjordânia e entraram em contato com os reinos de Edom e Moabe. Em Número 22, há um relato em que o Rei de Moabe, angustiado pela presença dos israelitas, pede a um profeta chamado Balaão que amaldiçoe o povo de Israel.

A cerca de 8 quilómetros do rio Jordão, um santuário tardio datado da Idade do Bronze, foi escavado. Esse local é conhecido como Deir 'Alla. Uma antiga inscrição em aramaico foi recuperada a partir nesse local, contendo a profética maldição de Balaão.

A inscrição descreve uma visão divina que antecipa a destruição e punição dos "Deuses Malévolos". Também emprega a expressão "Deuses Shaddai", que se assemelha ao El Shaddai bíblico, "Deus Todo Poderoso". O título mencionado no texto diz: Infortúnios do Livro de Balaão, filho de Beor".

4- O Cativeiro Samaritano 


A Samaria começou a pertencer aos assírios em 722 a.C. Os registos assírios afirmam que o Rei Sargão II capturou 27.290 prisioneiros e levou-os para o exílio em diferentes locais, incluindo Halah e Habor e outros lugares sob controle assírio.

Esse relato é confirmado em 2 Reis 17.6 e mais apoiado por evidência material. Nesses locais da Mesopotâmia, os arqueólogos desenterraram exemplos de ostraca (fragmentos de cerâmica com a escrita na sua superfície) que listavam nomes israelitas.

3- A Invasão Assíria


Em 701 a.C., o Rei assírio Senaquerib invadiu Judá. Muitas cidades perderam para o exército invasor, incluindo a cidade do sul de Laquis, mencionada em 2 Reis 18.13-17. Depois do cerco, a cidade foi capturada pelos assírios e vários achados arqueológicos são consistentes com esse evento.

No local de Laquis, os arqueólogos descobriram pontas de seta, uma rampa de cerco, uma contra-rampa, a crista de um capacete e uma corrente usada pelos defensores contra o carneiro de cerco. No local da antiga cidade assíria de Nínive (norte do Iraque), uma escultura que representa a captura de Laquis foi retirada do palácio de Senaqueribe e atualmente é exibida no Museu Britânico.

2- O Fim do Exílio Babilónico


Quando o governante persa Ciro, o Grande, invadiu a Babilónia em 539 a.C., ordenou a libertação dos judeus e outros grupos que permaneciam em cativeiro. Esse episódio histórico é descrito no Livro de Esdras e há outros documentos históricos consistentes com a política de Ciro de permitir que muitos habitantes da Babilónia retornassem à sua pátria.

Um dos mais famosos desses documentos é o Cilindro Cyrus, um pequeno cilindro de argila escrito em manuscrito cuneiforme datado da conquista de Cyrus, atualmente exibido no Museu Britânico. Uma das suas passagens diz:

Eu devolvi as imagens dos Deuses, que tinham residido lá, para os seus lugares e deixei-os morar em moradas eternas. Juntei todos os seus habitantes e devolvi-lhes as suas habitações.

Outros documentos recuperados pelos arqueólogos também contêm muitos nomes judeus das famílias que escolheram permanecer na Mesopotâmia depois de serem libertados. Os textos de Murashu, por exemplo, listam cerca de 100 nomes judaicos que prosperaram na Mesopotâmia pouco depois do tempo de Ciro.

1- O Palácio de Herodes


Os vestígios dos ambiciosos projetos construídos por Herodes, o Grande, foram encontrados em toda a Palestina. Os supostos restos do palácio do Rei Herodes foram descobertos durante a escavação de um prédio abandonado na Cidade Velha de Jerusalém, não muito longe do Museu da Torre de David.

O significado dessa descoberta é que alguns arqueólogos acreditam que esse foi o cenário de um dos capítulos mais importantes dos evangelhos. É onde o julgamento de Jesus aconteceu e onde o procurador romano Pôncio Pilatos condenou Jesus à morte.

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