terça-feira, 20 de junho de 2017

10 Razões Surpreendentes Pelas Quais as Pessoas Inteligentes São Estranhas

Hergrão Granger. Sheldon Cooper. Lisa Simpson. Os personagens mais inteligentes da cultura pop são semelhantes às pessoas reais: são um pouco estranhss. Podem ter maneirismos peculiares, hábitos peculiares ou habilidades sociais estranhas. Podem até falar de forma diferente. Desculpamos as excentricidades dos altamente inteligentes porque veneramos os génios, mas podemos explicar porque razão são diferentes?

Há muitas razões pelas quais os génios são únicos. Algumas pessoas afirmam que está ligado à genética e ao tamanho do cérebro. Outras insistem que o génio pode ser desenvolvido ao longo da infância com práticas e programação deliberadas. De qualquer forma, aqui estão 10 explicações pelas quais os humanos mais inteligentes também são por vezes muito estranhos.

10- São Mais Sensíveis Aos Sons


Uma caneta a clicar. O corte de uma cenoura. A respiração alta. Os ruídos mais pequenos do dia-a-dia podem ser excruciantemente distrativos para as pessoas hiperinteligentes. A incapacidade de filtrar os ruídos estranhos é cientificamente chamada de giro sensorial "com vazamento". Muitos génios através da história, incluindo Marcel Proust e Charles Darwin, eram conhecidos por ter essa dificuldade. O bloqueio sensitivo "vazado" tem sido cientificamente vinculado à criatividade. A teoria é que a integração de informações sensoriais relevantes e irrelevantes pode levar a uma maior cognição criativa.


Existe um diagnóstico real para a versão extrema dessa aflição: é chamada misofonia. Aqueles que sofrem com isso têm cérebros de diferentes formas, especificamente lobos frontais, do que aqueles que não. Os misofónicos experimentam mudanças mensuráveis ​​na atividade cerebral. A experiência desencadeia respostas fisiológicas, como aumento da frequência cardíaca e da transpiração. 

9- São Ansiosas


Muitos pesquisadores examinaram a relação entre a ansiedade e a inteligência e a maioria descobriu que os dois estão correlacionados. Uma teoria explica que a tendência é que os cérebros de alto desempenho estejam sempre a reavaliar as informações, examinando diferentes pontos de vista e com novas informações à medida que o tempo passa. Esse padrão de comportamento, habilitado pela alta inteligência, leva a mais preocupação e ansiedade.

Por outro lado, a preocupação e a ansiedade também podem ajudar com a criatividade. Imagine que tem medo de aranhas. O seu cérebro não pode deixar de imaginar cenários horríveis onde está cercado por aranhas peludas e médias. Acredite ou não, esse tipo de imaginação pode realmente ajudar a aliviar o medo ao longo do tempo. Portanto, a ansiedade pode inspirar a criatividade e a inteligência pode inspirar a ansiedade: uma correlação sem causalidade clara.

8- Funcionam 24 Horas


Estudos de sociedades tradicionais mostram pouca evidência de que os humanos antigos eram noturnos. Há razões óbvias para isso: não havia luz artificial e não precisavam de estar acordados no escuro quando um trabalho importante precisava de ser feito durante o dia. Mas, como a invenção da eletricidade e a nossa mudança para um mundo de 24 horas, a opção é muito mais viável.

Pesquisas anteriores mostraram que os seres humanos mais inteligentes exibem caraterísticas que vão contra a evolução, o que significa que a alta inteligência se correlaciona com o desrespeito do instinto. Isto mostrou ser verdade em relação às horas de dormir: aqueles com maior inteligência são mais propensos a ser corujas noturnas. Também conseguem acordar cedo. As crianças que tendem a ser noturnas são mais propensas a crescer com uma inteligência superior.

7- São Solitárias


Pense nos tempos antigos. As sociedades tradicionais deveriam ser colaborativas e sociais para se sobreviver. O mundo superficial mudou, mas ainda somos as mesmas espécies que gravitam pelas situações sociais. Os pesquisadores chamam a isso "teoria da sabedoria da savana", o que significa que a nossa felicidade moderna é afetada pela nossa história evolutiva.

Há uma ressalva, no entanto: embora as pesquisas tenham demonstrado que a socialização com os amigos se correlaciona com a maior satisfação da vida na maioria dos humanos, o oposto é verdadeiro para aqueles com inteligência "extrema". Esse demográfico realmente mostra uma menor satisfação da vida com situações sociais mais frequentes. 

6- Aprendem Com os Sucessos e Com os Erros 


As pesquisas mostram que os humanos mais inteligentes aprendem tanto com os seus erros como com os seus sucessos, o que é fundamental para a aprendizagem contínua e para a melhoria. Inversamente, as pessoas com menor inteligência aprendem principalmente com os seus sucessos.

Escolher concentrar-se apenas no sucesso quando foram cometidos erros também é muito menos provável que leve a uma melhoria sustentada. Há menos a aprender com o sucesso do que a com analisar o contexto dos erros que foram cometidos. Isso é algo que os cérebros altamente inteligentes entendem instintivamente, mas é uma decisão consciente que todos podemos fazer.

5- São Obscuras


Se ri das piadas doentes e do infortúnio dos outros, há uma boa probabilidade de ter uma inteligência alta. (Ou pode ser realmente mau.) Num estudo psicológico realizado sobre esse assunto, o grupo de participantes que apresentou o maior nível de apreciação pelo "humor negro" também obteve o maior número de testes de QI alto e de melhor educação.

Curiosamente, esse grupo também obteve o menor resultado na avaliação de agressão, realizada no estudo. A teoria para essa descoberta é que o humor é uma maneira crítica de aliviar o stress, por isso tendem a ter uma raiva menor.

4- São Muito Modestas


Muitas pessoas altamente realizadas e inteligentes experimentam sentimentos de dúvida em relação às suas habilidades e méritos de louvor. Isso é conhecido como "síndrome do impostor" e muitas vezes é experimentado pelos mais inteligentes. Uma possível explicação é que as pessoas talentosas continuam a crescer e a desafiar-se, de modo que são mais regularmente confrontadas com situações novas e esmagadoras que podem desencadear esse sentimento.

Outra explicação é fornecida por uma teoria sobre o fenómeno reverso, o efeito Dunning-Kruger, que descreve porque razão algumas pessoas insistem que são superiores quando, de fato, não são. Aqui está uma explicação simplificada: se a vida parece difícil, porque se tem uma inteligência e as tarefas menores são desafiadoras, então percebe-se que trabalhou duro e devemos ser superiores. Por outro lado, se a vida parece fácil, porque se é muito inteligente e as coisas são fáceis, então percebe-se que deve ser fácil para todos e que se deve ser um impostor.

3- Tendem a Ter Vícios


É um cliché de longa data que o genial se correlaciona ao abuso de substâncias. Veneramos os génios artísticos que morreram muito jovens devido aos seus vícios, de Jack Kerouac a Billie Holliday. A mitologia está enraizada na ciência: as pessoas com alta inteligência são mais propensas a sofrer de consumo de álcool ou de drogas.

Porque razão? Uma hipótese é que as pessoas com QIs mais altos estão mais dispostas a novas experiências. Os pesquisadores também apontam para o isolamento social de pessoas com maior inteligência como fator na experimentação de drogas e de álcool. De qualquer forma, a conexão entre o genial e o uso de drogas é um fenómeno bem documentado.

2- Possuem um Enorme Vocabulário


O juramento pode ser associado à falta de vocabulário "inteletual", por razões óbvias, mas pesquisas recentes mostraram que um repertório colorido de palavras juradas poderia realmente indicar inteligência aumentada. A explicação para isso é bastante simples, na verdade. Os pesquisadores postulam que as pessoas com alta inteligência dominaram toda a sua linguagem para se comunicarem com expressão e intensidade ótimas.

Na verdade, alguns filósofos passaram tempo e esforço a definir os diferentes usos das palavras tabu, para diferenciar as proferidas para uso poético ou emocional das desdobradas para meios depreciativos ou insultantes. Certamente, uma alta inteligência não justifica a crueldade ou a intolerância, mas, às vezes, o palavrão pode ser bastante imaginativo e brilhante.

1- São Pagãs


As pessoas inteligentes são pagãs... Ou, pelo menos, são mais propensos a serem ateus. Essa afirmação foi estudada, relatada e também questionada na comunidade académica. Alguns académicos afirmam que a pesquisa mostra que o QI elevado está ligado a menor religiosidade. Outros afirmam que existem muitas variáveis ​​em jogo para desenhar uma conexão tão linear.

A comunidade parece concordar, no entanto, que o QI elevado está ligado a uma vontade de questionar a intuição e os pressupostos. Isso poderia tornar alguém mais provável de ser cético em relação à religião, entre muitas outras instituições humanas. 

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