sexta-feira, 4 de agosto de 2017

10 Cidades Perdidas Lendárias Que Foram Realmente Encontradas

Nunca conseguimos encontrar a sepultura subaquática de Atlântida, as ruas douradas de El Dorado, ou as montanhas pacíficas de Shangri-La. Pelo consta, esses lugares podem nunca ter existido. Era apenas a imaginação e os pensamentos sobre o que as maravilhas do mundo poderiam ser. 

Mas existem lugares reais que são tão incríveis quanto as nossas fantasias. Há cidades que, como Atlântida, desapareceram da Terra. Por centenas de anos, viveram como histórias, muitas vezes tão incríveis que as pessoas duvidaram que realmente teriam existido.

Mas essas cidades perdidas foram encontradas. Não eram apenas mitos - existiam realmente, estando à espera que as descobrissemos. E se são reais, isso pode significar que não há lendas espetaculares demais que não possam ser verdade.

10- Helike: A Atlântida Real


Atlântida não era a única cidade mítica da Grécia que se teria afundado debaixo de água. A cidade de Helike encontrou o mesmo destino e compartilha todo o poder mítico de Atlântida. 

De acordo com os mitos gregos, Helike foi destruída pela ira do Deus Poseidon. Os moradores da cidade haviam conduzido a tribo jónica, que eram adoradores leais do Deus do mar, de Helike. Com a sua fúria, Poseidon afundou toda a cidade numa única noite. 

Helike foi destruída em 373 a.C. e, durante séculos, foi pensado não ser nada mais do que uma parábola - até que foi encontrada. No final da década de 1980, 2 arqueólogos iniciaram uma missão para encontrá-la. Foi necessária mais de uma década de trabalho, mas encontraram-na. Ao longo dos séculos, Helike foi enterrada sob a Terra. Uma cidade mítica estava debaixo dos nossos próprios pés. 

O desastre que a destruiu, de acordo com a equipa, não foi exatamente um ato de Poseidon, mas parecia-se com um. Um terramoto varreu o chão, virando a terra enquanto toda a cidade colapsava numa lagoa interior formada pelo tremor devastador.

9- Dvaka: O Lar de Krishna


Para um hindu, Dvaraka (por vezes soletrada Dwarka) é tão sagrada quanto uma cidade pode ser. É a antiga casa de Krishna, a personalidade suprema do Deus-Cabeça, que viveu na Terra há 5.000 anos. 

Dvaraka foi construída pelo arquiteto dos deuses sob as ordens de Krishna, que exigiu uma cidade de cristal, prata e esmeraldas. Também exigiu que 16.108 palácios fossem feitos para as suas 16.108 rainhas. No final, porém, a cidade foi destruída numa batalha maciça entre Krishna e o Rei Salva, que a aniquilou com explosões de energia. 

Tudo soa como a última coisa que se esperaria ser verdade, mas quando os arqueólogos começaram a explorar o mar onde Dúrkaka deveria ter sido, realmente encontraram as ruínas de uma cidade que encaixava na descrição. Não tinha 16.108 palácios de prata, mas era uma grande cidade antiga semelhante e o resto parece ter sido criado apenas para "embelezar a cidade". 

Há razões para acreditar que a verdadeira Dvaraka poderia ter sido construída há 9 mil anos, tornando-se uma das cidades mais antigas da Terra. No auge, era um dos portos mais movimentados do mundo. Então, no segundo milénio a.C., colapsou na água, como afirma a lenda.

8- Grande Zimbabwe: O Castelo Medieval de África


No início do século 16, os exploradores portugueses começaram a relatar que tinham ouvido lendas sobre um castelo em África. Na terra hoje conhecida como Zimbábue, os nativos afirmaram-lhes que era uma fortaleza de pedra que se erguia sobre as árvores. Os moradores chamavam-lhe "Symbaoe", e até mesmo eles não sabiam quem a tinha construído. 

Um explorador escreveu: "Quando e por quem esses edifícios foram criados, como as pessoas da terra ignoram a arte de escrever, não há registo, mas afirmam que são o trabalho do diabo, pois em comparação com o seu poder e conhecimento, não lhes parece possível que seja trabalho do Homem". 

Durante séculos, os europeus pensaram que Symbaoe era apenas uma história supersticiosa. Então, no século 19, realmente encontraram-no. No Zimbábue, havia um enorme castelo com paredes de pedra com mais de 11 metros de altura. 

O castelo foi construído em 900 d.C. por uma civilização africana perdida pelo tempo, mas eram incrivelmente avançados. Dentro da fortaleza, foram encontradas relíquias de todo o mundo, provavelmente reunidas por negociação com outros países. Havia moedas árabes, cerâmica persa e até relíquias da dinastia Ming chinesa. 

O grande Zimbabwe é mais do que apenas um castelo. É uma prova de que uma civilização africana perdida, esquecida da história, tinha rotas comerciais que os ligavam à China.

7- Xanadu: O Palácio de Kublai Khan


Marco Polo voltou da China com algumas descrições incríveis do império de Kublai Khan. A mais incrível de todas, porém, era Xanadu, o palácio do grande Khan. 

Xanadu, afirmou Marco Polo, era um palácio de mármore cercado por um parque maciço de 26 quilómetros de extensão repleto de fontes, rios e animais selvagens. Lá, o Khan mantinha 10.000 cavalos brancos e puros, num palácio dourado protegido por dragões. Era, em suma, um paraíso diferente de qualquer outro na Terra. 

O palácio foi destruído pelo exército Ming em 1369, muito antes da maioria dos europeus ter a oportunidade de vê-lo. À medida que os séculos passaram, tornou-se uma lenda. Era um lugar sobre o qual os poetas escreviam, mas era pouco mais do que imaginação. 

Desde então, o local do palácio de Kublai Khan foi descoberto e descobrimos que Marco Polo não estava a exagerar. A casa do Khan era duas vezes maior do que a Casa Branca, cercada por um enorme parque que parece ter mantido uma vida selvagem de animais de todo o mundo. 

Há rampas para cavalos em todas as partes e até mesmo os dragões que Marco Polo descreveu. São estátuas sentadas em cima de pilares pintados de amarelo, mas estão colocadas exatamente como ele afirmou que estavam.

6- Sigiriya: A Oitava Maravilha do Mundo


No Sri Lanka, no século V d.C., o rei Kassapa construiu o seu palácio em cima de uma rocha de 200 metros de altura. De acordo com as lendas, foi um dos castelos mais incríveis do mundo. Para entrar, tinha que se subir uma grande escada que atravessava a boca de um enorme leão de tijolo e gesso. 

Kassapa não viveu no seu castelo por muito tempo. Pouco depois da conclusão, o seu irmão Mogallana atacou-o. O exército de Kassapa abandonou-o, aterrorizado pelas suas vidas, e as suas esposas pularam do lado da rocha para as suas mortes. Sigiriya foi conquistada e deixada para trás como um monumento do rei. Durante algum tempo, tornou-se um posto avançado e, mais tarde, um mosteiro budista, mas rapidamente foi esquecido com o tempo. 

Quando os arqueólogos europeus começaram a investigar a história, descobriram que o castelo era real. Realmente havia um enorme leão a guardar a escada e realmente tinha que se atravessar a sua boca para entrar. 

No interior, era ainda mais incrível do que as lendas afirmavam. Numa parte, há um parapeito branco reluzente que trabalha um espelho, que permitia ao rei ver o seu próprio reflexo enquanto atravessava o seu palácio. 

A UNESCO declarou a Sigiriya como a oitava maravilha do mundo e, hoje, é um destino turístico popular. Mas, por um longo tempo, não passaram de nada mais do que as ruínas esquecidas de um tirano. 

5- Leptis Magna: A Cidade Romana Enterrada na Areia


Uma enorme cidade romana na Líbia, que já foi um importante centro comercial para o império, foi enterrada numa tempestade de areia.

A cidade chama-se Leptis Magna e foi o lugar onde nasceu o imperador romano Septimus Severus. Ele transformou-a numa cidade gigantesca e numa das partes mais importantes do seu império, mas quando Roma começou a cair, Leptis Magna caiu com ela. Foi roubada por incursores, destruída por invasores árabes, deixada em ruínas e completamente esquecida, até que foi enterrada sob as areias à deriva.

Leptis Magna passou cerca de 1.200 anos enterrada sob dunas de areia até os arqueólogos do século 19 a descobrirem. Enterrada debaixo da areia, a cidade estava quase perfeitamente preservada. Não foram encontrados apenas restos, conseguiram desenterrar e atravessar toda uma antiga cidade romana. 

Leptis Magna ainda tem um anfiteatro, uma basílica e um circo, preservados tão incrivelmente pela areia que se parecem quase exatamente como teriam sido quando a cidade estava no seu auge. É como entrar numa máquina do tempo. É uma cidade perdida e esquecida - e como foi esquecida, nunca teve que mudar.

4- Vinland: A Terra de Abundância dos Vikings


Em 1073 d.C., um clérigo alemão chamado Adam de Bremen falou com o rei dinamarquês Sven Estridsson. Os Vikings, segundo ele, navegaram pelo Oceano Atlântico e encontraram uma terra distante, onde tudo crescia abundantemente. "Chama-see Vinland", afirmou o clérigo, "porque as videiras crescem por vontade própria". 

Não foi o único a contar a história. Os vikings afirmaram que haviam lutado com os nativos que moravam lá, a quem chamaram de Skraelingar. Os Skraelingar, segundo eles, vestiam-se com roupas brancas e viviam em cavernas e furos. Quando os atacaram, levaram bastões compridos e carregados, gritando grandes gritos de guerra. 

Vinland foi pensada ser um mito viking durante séculos, mesmo depois dos espanhóis chegarem às Américas. Demorou até a década de 1960 para descobrirmos que diziam a verdade. Então, em L'Anse aux Meadows, em Newfoundland, no Canadá, os arqueólogos encontraram os restos de um assentamento Viking feito no século 11 - Vinland, a lenda de muitas histórias.

3- Heracleion: A Cidade Egípcia Afundada


Heracleion apareceu em quase todos os mitos gregos. Foi a cidade onde Heracles deu os seus primeiros passos na África. Foi o lugar onde Paris de Tróia e a sua noiva roubada Helen se esconderam dos Menelaus antes da Guerra de Tróia. E não tínhamos ideia de onde estava. 

Houveuma razão pela qual não conseguimos encontrar um dos portos mais importantes do Egito: estava subaquático. Há cerca de 2.200 anos atrás, Heracleion provavelmente foi atingida por um terramoto ou por um tsunami - e afundou-se. 

Os mergulhadores que nadavam na costa do Egito encontraram-na no início dos anos 2000. Encontraram uma estranha rocha debaixo da água e, quando a levaram para a margem, perceberam que era um artigo antigo. Depois, voltaram para ver o que mais estava lá. Encontraram estátuas, jóias e até as ruínas afundadas de um antigo templo egípcio.

Uma parte maciça da cidade ainda estava intacta. Os mergulhadores conseguiram encontrar enormes estandes como avisos aos visitantes, advertindo-os, em hieróglifos, das leis tributárias egípcias. Encontraram estátuas de deuses egípcios antigos, ainda na sua forma original, com peixes a nadar ao redor delas. Era uma cidade perdida inteira, tirada das profundezas da água e trazida de volta à vida.

2- La Ciudad Perdida: A Cidade Perdida de Colômbia


Há cerca de 1.300 anos atrás, um povo antigo chamado Tairona construiu uma cidade incrível ao longo das montanhas de Sierra Nevada de Santa Marta. Foi colocada no topo das colinas com o comando do seu deus, que queria que vivessem perto das estrelas. 

As pessoas viveram lá por 700 a 800 anos - até chegarem os conquistadores espanhóis. Os Tairona nunca os conheceram, mas as doenças que os espanhóis levaram com eles espalharam-se para os Tairona e eliminaram-nos. As últimas pessoas da cidade morreram, deixando-a estéril e uma civilização inteira foi esquecida por centenas de anos. 

A cidade não foi descoberta até a década de 1970, quando um grupo de bandidos que atravessava a selva a encontrou por acaso. Por pura sorte, encontraram uma cidade antiga repleta de jóias de ouro e figuras de jade. 

Empunharam o que conseguiram encontrar e venderam no mercado negro, onde chamaram a atenção dos arqueólogos. Logo, a cidade conhecida apenas como "A Cidade Perdida" foi encontrada, após quase 500 anos escondida na selva.

1- La Ciudad Blanca: A Cidade do Deus Macaco


Na sua procura de ouro, Hernan Cortés ouviu rumores de que havia uma cidade de grande riqueza escondida nas selvas de Honduras. Foi chamada de "Cidade Branca" por algumas pessoas e a "Cidade do Deus Macaco" por outras e dizia-se que realizava uma fortuna incrível.

Cortés nunca a encontrou, mas a lenda persistiu. Charles Lindbergh afirmou que a viu ao voar por todo o país e outros espalharam rumores de que a teriam encontrado, mas, por qualquer motivo, não podiam dizer onde estava, e a cidade permanecia apenas uma lenda.

Os arqueólogos podem tê-la realmente encontrado. Um grupo seguiu o caminho descrito por uma das pessoas que afirmou ter encontrado o lugar e, para sua surpresa, realmente encontraram uma cidade onde disseram que ela estaria. Encontraram uma pirâmide numa floresta tropical, construída por uma cultura que desapareceu há 1.000 anos. No interior, havia  esculturas de pedra e arquitetura impressionante que, segundo os padrões, teria sido considerada sinais de incrível riqueza e poder. 

Algumas pessoas duvidam se é realmente a cidade sobre qual Cortes escreveu, mas, mesmo não sendo, é evidência de uma civilização perdida de pessoas que viveram as suas vidas inteiras na selva, separadas da vida e cuja existência tinha sido quase esquecida até agora.

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